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Fachin dá 24 horas para retirar sigilo de documentos do caso Banco Master

Presidente do STF acolheu pedido da PGR e determinou o envio de procedimentos ligados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero aos demais ministros.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
11/09/26 às 15h14
(Foto: G. Dettmar/CNJ)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça disponibilize, no prazo de 24 horas, os procedimentos relacionados ao caso Banco Master e à Operação Compliance Zero aos demais integrantes da Corte. A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A decisão determina o envio de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero (Inquérito 5.026), além do levantamento do sigilo dos documentos.

A única ressalva são diligências que estejam em andamento ou ainda serão realizadas e cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações.

PGR questionou divulgação parcial

O pedido da PGR ocorreu após a liberação parcial de documentos do caso pelo ministro André Mendonça. O órgão argumentou que a relação de documentos divulgados não contemplava uma parte significativa dos procedimentos relacionados à investigação mais ampla da Operação Compliance Zero.

Segundo a Procuradoria, a divulgação incompleta poderia passar uma “ideia equivocada” de transparência sobre o caso.

Com a decisão, Fachin determinou que Mendonça envie o material, em mídia própria, à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros do Supremo.

O ministro Alexandre de Moraes também havia solicitado a Fachin o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero. Moraes questionou a existência de uma divulgação que considerou seletiva e pediu que os documentos fossem disponibilizados sem exceções, ressalvadas as situações previstas para preservar diligências.

O caso envolve investigações relacionadas ao Banco Master, conduzidas no âmbito da Operação Compliance Zero. Documentos do processo indicam que a investigação apura possíveis crimes financeiros e outros delitos relacionados ao conglomerado.

A decisão de Fachin ocorre em meio à discussão no STF sobre a extensão do sigilo dos autos e o acesso dos ministros aos procedimentos relacionados à investigação.

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