A Polícia Militar Ambiental (PMA), em parceria com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), intensificou as ações de fiscalização e combate às queimadas ilegais por meio da Operação Focus, que segue em andamento em todo o Estado. A iniciativa, que começou em 1º de agosto, se estende até 30 de novembro, com prorrogação até 31 de dezembro para as unidades localizadas no Bioma Pantanal, onde o período crítico costuma ser mais prolongado.
Coordenada pela Seção de Operações e Planejamento do Comando de Policiamento Militar Ambiental (CPAmb), a operação tem como foco prevenir e punir práticas criminosas que causam danos ao meio ambiente, especialmente durante a estiagem. As equipes realizam vistorias em propriedades rurais com base em relatórios e alertas georreferenciados do setor de geoprocessamento do Imasul, que já identificou cerca de 500 focos de queimadas sem autorização ambiental entre janeiro e julho deste ano.
De acordo com dados da PMA, entre 1º de agosto e 9 de outubro, foram realizadas 120 vistorias, com a lavratura de 30 autos de infração e aplicação de multas que somam R$ 34 milhões, referentes a uma área autuada de 9.498 hectares. O trabalho inclui a validação das áreas degradadas, registros fotográficos, georreferenciamento e embargos ambientais, além da apreensão de equipamentos e veículos utilizados nas práticas ilícitas.
Um dos casos mais recentes foi registrado em Bodoquena, no mês de setembro, quando um incêndio iniciado a partir de uma queimada controlada saiu do controle devido aos ventos fortes, atingindo 194 hectares, sendo 120 hectares de vegetação nativa e se espalhando por 22 propriedades vizinhas. O responsável foi autuado em R$ 1,4 milhão, e a penalidade foi aplicada com base no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais.
A PMA reforça que a Operação Focus busca integrar tecnologia e resposta rápida às denúncias de focos de calor. As 26 subunidades da corporação funcionam como postos avançados de fiscalização, atuando em conjunto com o Imasul e outros órgãos ambientais. O objetivo é reduzir os impactos das queimadas, responsabilizar os infratores e fortalecer a conscientização sobre os riscos do uso irregular do fogo.
A corporação orienta produtores rurais e a população em geral a evitarem o uso do fogo sem autorização e denunciarem práticas suspeitas. As ações de combate às queimadas continuam em ritmo intensificado até o fim do ano, com atenção especial às áreas do Pantanal, Cerrado e regiões de fronteira, onde o risco de incêndios florestais permanece elevado.
