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PMA orienta: animais silvestres não são pets

Polícia Militar Ambiental reforça que dar comida ou tentar acolher animal silvestre é crime ambiental.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
28/07/25 às 15h04
Foto: Reprodução

A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Mato Grosso do Sul reforça o alerta sobre animais silvestres não serem domésticos e não podem ser tratados como pets. O aviso vem após mais uma ocorrência registrada em Campo Grande, onde um gambá foi encontrado em um salão de beleza na região central da cidade. O caso gerou pânico entre os funcionários e ilustra um cenário cada vez mais frequente nas áreas urbanas do Estado.

De acordo com a PMA, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como agir ao se deparar com animais silvestres. A recomendação é acionar a polícia ambiental somente em situações que envolvam risco ao animal ou às pessoas, ou quando o bicho estiver ferido ou preso em algum local.

A PMA ainda ressalta que a captura nem sempre é o procedimento ideal, em alguns casos a melhor alternativa é deixar o animal seguir seu caminho sem interferência.

O gambá foi resgatado pela equipe da PMA após avaliação no local e posteriormente reintegrado ao seu habitat natural. Segundo os policiais, ele provavelmente entrou durante a noite e não conseguiu sair pela manhã, gerando pânico nos funcionários.

Foto: Reprodução/Bruno Rezende
Foto: Reprodução/Bruno Rezende

De acordo com levantamento de atendimentos, de janeiro a 30 de junho deste ano, a PMA atendeu 1.513 ocorrências relacionadas à fauna silvestre na Bacia do Paraguai. Desse total, 277 animais estavam saudáveis e 158 feridos. As aves representaram 53% dos atendimentos. Em Campo Grande, foram 559 ocorrências, com 176 animais resgatados em boas condições e 131 com ferimentos. Em aproximadamente 20% dos casos, a captura não foi necessária.

A presença de animais silvestres em áreas urbanas, segundo a PMA, está relacionada à expansão das cidades e à proximidade com áreas de mata, rios e córregos. Espécies como gambás, quatis e capivaras já estão adaptadas a esse convívio. Além do risco à segurança e à saúde dos próprios animais, a PMA destaca que acolher, alimentar ou manter esses animais em casa configura crime ambiental. 

Em casos como específicos, os policiais ambientais realizam a captura com equipamentos adequados, mas não são responsáveis por serviços estruturais como destelhamento ou abertura de forros. Nessas situações, o proprietário do imóvel deve providenciar o suporte necessário.

É importante acionar a PMA em casos de animal silveste ferido, preso ou oferecendo risco; ocorrência dentro de estabelecimentos comercias ou residênciais e; dúvidas sobre filhotes ou comportamento animal. Em caso de animal silvestre morto, o acionamento deve ser feito à empresa responsável pelo recolhimento de acordo com a prefeitura de cada município.

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