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Crítica do filme Aves de Rapina

Nessa semana tivemos a estreia de “aves de rapina” nos cinemas de todo o Brasil, a vilã Arlequina, que teve sua fama nas telonas após o filme “esquadrão suicida” está de volta, e dessa vez tem a companhia de mais quatro mulheres

Beatriz Bendeti - Hojemais Três Lagoas
12/02/20 às 12h56
Filme "aves de rapina"(Reprodução/Spinoff)

Nessa semana tivemos a estreia de “Aves de Rapina” nos cinemas de todo o Brasil, a vilã Arlequina (harley quinn em inglês), que teve sua fama nas telonas após o filme “esquadrão suicida” está de volta, e dessa vez tem a companhia de mais quatro mulheres.

O ponto alto do longa são suas cenas de ação, feitas pelos produtores com grande cuidado e doses de slow motion (câmera lenta) no momento certo. A coloração do filme é clara portanto podemos apreciar essas cenas bem vivas, são uma obra linda.

Muitas pessoas se queixaram de uma cena em que a Arlequina atira e sai “glittler” (entre outras coisas) de sua arma, “como vai matar alguém com glittler?”, bom, a explicação que eu vi (juro que não lembro onde) é que, aqueles confetes são o que a personagem vê quando mata alguém, por ser fora da casinha, ela não vê sangue e sim aquilo que está representado nas cenas.

Como já era de se esperar, a história é seu ponto fraco (e não sei vocês, mas essa parte eu acho de extrema importância em um filme). A personagem principal está sofrendo com o termino de seu relacionamento com o pudinzinho (Coringa) e no meio disso tudo entra o roubo de um diamante.

O filme da várias voltas para explicar a história de cada um dos membros das “aves de rapina”, o que pensaram que seria uma sacada para prender o telespectador na narrativa, acabou se tornando chato e fez algumas pessoas saírem do cinema.

As cenas de “comédia” nesse filme são forçadas, e na maioria das vezes, não surtiram efeitos sobre o público, enfim, o roteiro deixa muito a desejar.

A atuação da Margot Robbie é uma das poucas coisas que vale a pena ser exaltada, não é atoa que a mulher ganhou um Oscar. Não existe a separação entre atriz e personagem, você vê a Arlequina na tela. É uma atuação muito bem entregue.

De acordo com a exame, o filme se tornou uma decepção de bilheteria para a Warner Bros nos Estados Unidos, o que culminou para a troca de nome do filme no meio de sua estreia para “Harley Quinn: Birds of Prey” (“Arlequina em Aves de Rapina”), dando ênfase para a protagonista e queridinha do público, com intuito de reverter a situação.

Apesar disso devemos entender e agradecer a mudança que o cinema mundial está sofrendo graças a esse tipo de filme. Temos o início de papeis femininos ganhando protagonismo, como Capitã Marvel e a estreia de Viúva Negra este ano (ambos da Marvel), Aves de Rapina e Mulher Maravilha(DC).

Esse tipo de representação é extremamente importante para as meninas de toda as idades. Poder ver uma pessoa como você fazendo algo incrível numa tela de cinema, é valioso demais.

É verdade que ainda estão ajustando a forma de fazer e divulgar esses filmes, mas acredito que estão cada vez mais próximos do sucesso e trazem algo essencial para as próximas gerações. A arte imita a vida, pelo menos é o que alguns dizem, então vamos mostrar as mulheres fodonas no cinema, porque acredite, somos assim todos os dias.

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