O especial do porta dos fundos que estreou dia 21 de dezembro do ano passado causou muita polêmica depois de insinuar que jesus teve uma relação homossexual.
Isso fez com que a Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura fizesse um pedido para a retirada do especial da Netflix, visto que ele viola a fé, a dignidade e os valores cristãos.
No dia 8/01 o desembargador Benedicto Abicair da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assinou a liminar para que o "Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo" fosse retirado do ar.
A Netflix já havia recebido mais pedidos de indenização e censura por fieis que se sentiram, de alguma forma, ofendidos com o conteúdo exibido da sátira.
Porém, na quinta-feira (9/01) o ministro do STF Dias Toffoli derrubou a decisão de Abicair e permitiu a exibição da sátira humorística, dizendo que ela não é o suficiente para “abalar valores da fé cristã”
Bom, devemos nos lembrar que na Constituição Federal está presente os Direitos e Garantias fundamentais.
“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”, art 5, inciso IX da Constituição Federal
“Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;”, art 5, inciso VIII da Constituição Federal
Depois de todos os acontecimentos a respeito dessa situação, muitos estão questionando se houve ou não censura, e se realmente existe um limite para o humor.
"Pra quem não valoriza a liberdade de expressão ou tem apreço por valor que não acreditamos, há outras portas que não a nossa", disse o Porta dos fundo em uma publicação do Instagram
*Com informações do Olhar Digital e do G1