AO VIVO
Economia

"A eleição de Bolsonaro cria perspectiva positiva para a economia", diz Ramos

Um dos especialistas do Sicredi no país comenta com exclusividade as perspectivas economicas para o ano que vem

Iolanda Carvalheiro - Hojemais de Três Lagoas
06/12/18 às 10h06

As expectativas e perspectivas para o ano de 2019, com novo presidenciável estão altas e positivas. Neste cenário o Doutor em Economia, e um dos especialistas no assunto do Sicredi, Pedro Ramos, comenta com exclusividade ao Hojemais sua visão economica para o ano que vem.

Ramos diz que a Sede Nacional do Sicredi, sediada em Porto Alegre, é uma das principais responsáveis por pesquisas economicas, e assim por divulgá-las para outras regiões.

"Lá nós estamos divulgando a pesquisa macroeconomica, e é sempre um prazer poder ir nas mais diferentes regiões onde o Sicredi está inserido e carregar um pouco do conhecimento que desenvolvemos lá", afirmou.

Aurora Vilalba

Nesta questão, alguns especialistas do Sicredi estiveram em Três Lagoas nesta semana pra palestra, e assim apresentar o cenário com a mudança de governo. 

"A eleição do presidente Jair Bolsonaro cira uma perspectiva positiva para a economia brasileira. Essa mudança de governo, na nossa visão é um passo importante", comentou, "quando a gente sai um pouco dessa ótica de partido A ou partido B, olha um pouco mais de fora, Brasil já vem num processo de ajuste desde 2016. Mas não há dúvida que a reforma da previdência é a reforma principal, e o presidente Michel Temer não conseguiu durante o mandato dele fazer essa aprovação", disse.

O economista explica que hoje mais de 55% do gasto brasileiro é com a previdência, então todos os outros serviços públicos que recebem são com 45% restante, o que oferece uma dimensão do quão grande é este cenário. Além disso, ela tem contratado por conta do envelhecimento da população um crescuimento elevado para os próximos anos.

"Mesmo que nós quiséssemos manter a previdência com as regras atuais não é simplesmente manter o que nós já gastamos, é incrementar o crescimento ao longo dos próximos anos, sendo que o Brasil tem um dívida crescente e vive tomando crédito no mercado para poder pagar as contas já em curso. Faz sentido nós brasileiros nos juntar ao Congresso Nacional e estudar um meio de conseguir fazer com que as contas públicas voltem a ser balanceadas, parem de subir, e os empresários brasileiros e as famílias fiquem sofrendo solavanco como vimos nos últimos dois anos", afirmou Ramos.

Na visão do economista, se o país não fizer a "lição de casa", provavelmente os juros sobem, os recursos que são ofertados pelos investidores ficam menores, o crédito fica mais caro e todo mercado financeiro tende a funcionar de uma maneira pior.

"E o contrário que é o que eu acho que deva ser o caminho que vai acabar acontecendo no Brasil, a gente vai caminhar gradualmente para reformas, e gradualmente a taxa de cambio vai ficando mais apressada, a inflação vai ficar baixa por mais tempo, os juros devem permanecer baixo durante quase todo o ano, quem sabe só subir no 2020", de acordo com ele isso facilita a tomada de crédito por parte das empresas, por parte das famílias e voltarem a gastar na economia que puxa o crescimento econômico.

"Embora é um assunto em algumas situações parece distante, mas basicamente nós podemos vislumbrar o crescimento econômico, aumento dos negócios, aumento das vendas em um ambiente mais reformista, não há dúvida que o Brasil é um país de potencialidades, mas para que o setor privado possa trabalhar e explorar suas potencialidades é necessário que o governo crie minimamente condições estáveis para se poder trabalhar no país", finalizou.

*Colaborou Aurora Vilalba

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM ECONOMIA
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.