Nesta questão, alguns especialistas do Sicredi estiveram em Três Lagoas nesta semana pra palestra, e assim apresentar o cenário com a mudança de governo.
"A eleição do presidente Jair Bolsonaro cira uma perspectiva positiva para a economia brasileira. Essa mudança de governo, na nossa visão é um passo importante", comentou, "quando a gente sai um pouco dessa ótica de partido A ou partido B, olha um pouco mais de fora, Brasil já vem num processo de ajuste desde 2016. Mas não há dúvida que a reforma da previdência é a reforma principal, e o presidente Michel Temer não conseguiu durante o mandato dele fazer essa aprovação", disse.
O economista explica que hoje mais de 55% do gasto brasileiro é com a previdência, então todos os outros serviços públicos que recebem são com 45% restante, o que oferece uma dimensão do quão grande é este cenário. Além disso, ela tem contratado por conta do envelhecimento da população um crescuimento elevado para os próximos anos.
"Mesmo que nós quiséssemos manter a previdência com as regras atuais não é simplesmente manter o que nós já gastamos, é incrementar o crescimento ao longo dos próximos anos, sendo que o Brasil tem um dívida crescente e vive tomando crédito no mercado para poder pagar as contas já em curso. Faz sentido nós brasileiros nos juntar ao Congresso Nacional e estudar um meio de conseguir fazer com que as contas públicas voltem a ser balanceadas, parem de subir, e os empresários brasileiros e as famílias fiquem sofrendo solavanco como vimos nos últimos dois anos", afirmou Ramos.
Na visão do economista, se o país não fizer a "lição de casa", provavelmente os juros sobem, os recursos que são ofertados pelos investidores ficam menores, o crédito fica mais caro e todo mercado financeiro tende a funcionar de uma maneira pior.
"E o contrário que é o que eu acho que deva ser o caminho que vai acabar acontecendo no Brasil, a gente vai caminhar gradualmente para reformas, e gradualmente a taxa de cambio vai ficando mais apressada, a inflação vai ficar baixa por mais tempo, os juros devem permanecer baixo durante quase todo o ano, quem sabe só subir no 2020", de acordo com ele isso facilita a tomada de crédito por parte das empresas, por parte das famílias e voltarem a gastar na economia que puxa o crescimento econômico.
"Embora é um assunto em algumas situações parece distante, mas basicamente nós podemos vislumbrar o crescimento econômico, aumento dos negócios, aumento das vendas em um ambiente mais reformista, não há dúvida que o Brasil é um país de potencialidades, mas para que o setor privado possa trabalhar e explorar suas potencialidades é necessário que o governo crie minimamente condições estáveis para se poder trabalhar no país", finalizou.
*Colaborou Aurora Vilalba
