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Petrobras anuncia redução de R$ 0,17 no litro do diesel nas distribuidoras

Mudança entra em vigor nesta terça (1º). Litro do diesel A passa a custar, em média, R$ 3,55 – valor 4,78% menor que o atual

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31/03/25 às 15h45
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Bomba de combustível, em imagem de arquivo — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Petrobras vai reduzir o preço médio do diesel vendido em suas refinarias em 4,6%, a R$3,55 por litro, a partir de 1º de abril, disse a presidente da companhia, Magda Chambriard, no primeiro corte de valores deste combustível desde dezembro de 2023.

Com a redução, segundo a companhia, o preço médio do diesel A nas distribuidoras passará a ser de R$ 3,55 por litro – uma queda de 4,78%.

"Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 3,05 /litro, uma redução de R$ 0,15 a cada litro de diesel B", informou a companhia.

Ainda segundo a Petrobras, desde dezembro de 2022, o preço do diesel caiu 20,9% nas distribuidoras, ou R$ 0,94 por litro.

Contudo, a redução anunciada nesta segunda-feira (31), ainda não reverteu completamente o aumento de R$ 0,22 por litro implementado em janeiro.

O preço do diesel vendido nos postos é composto por:

- valor de venda do combustível fóssil pela Petrobras às distribuidoras

- impostos federais (PIS e Cofins)

- imposto estadual (ICMS)

- preço do biodiesel, que é adicionado na proporção de 14%

- margens de distribuição e revenda

Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel vendido pela Petrobras estava acima da paridade internacional em R$ 0,08 por litro nesta segunda-feira (31).

Como a grande maioria dos produtos no Brasil é transportada por caminhões, a redução no valor do diesel pode ter efeito indireto na inflação -- que é uma preocupação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo especialistas, a parcela do diesel varia de acordo o valor agregado de cada produto.

Ou seja, o impacto do combustível nos alimentos é maior que em eletrodomésticos, eletrônicos e carros, por exemplo.

G1

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