Três Lagoas deu um salto de 128 posições no Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo CLP – Centro de Liderança Pública. O município ocupa agora o 116º lugar geral no país, com destaque para o pilar de Funcionamento da máquina pública, no qual é o 2º colocado em Mato Grosso do Sul e o 7º da região, com nota normalizada de 77,68. O levantamento avalia 65 indicadores em 13 pilares temáticos e três dimensões: Instituições, Sociedade e Economia.
A evolução, segundo o ranking, é puxada principalmente pela Transparência municipal, em que Três Lagoas ocupa a 84ª posição nacional, a 8ª na região e a 1ª no Estado, com nota 90,13. Outro destaque positivo é a Qualificação do servidor, que subiu 51 posições e alcançou o 119º lugar no Brasil e o 3º em MS. Já o Custo da função administrativa aparece como o principal ponto de atenção dentro do pilar: 327º lugar nacional, com uma queda de 7 posições em relação a 2025.
Entre as dimensões avaliadas,
o ranking aponta Três Lagoas em 29º lugar no pilar de Acesso à saúde, c
om destaque para o Atendimento pré-natal (37º) e desafio na Cobertura de saúde suplementar (130º). Em Saneamento, o município está em 77º lugar, impulsionado pela 1ª colocação em Cobertura da coleta de resíduos domésticos, mas com a 177ª posição em Cobertura do abastecimento de água.
O Capital humano aparece em 89º lugar, com salto de 122 posições, puxado pela Taxa bruta de matrícula no ensino técnico e profissionalizante (29º), mas com a Qualificação dos trabalhadores em emprego formal na 288ª posição. O Meio ambiente é o pilar de maior fragilidade: 413º lugar geral, com queda de 59 posições, reflexo da 415ª colocação em Velocidade do desmatamento ilegal.
Na educação, o Acesso ocupa o 257º lugar, com queda de 34 posições. A Taxa de atendimento na educação infantil está em 116º, enquanto Alunos em tempo integral no ensino médio aparece em 344º. A Sustentabilidade fiscal é o 248º lugar, com destaque para a Dependência fiscal (169º) e desafio na Despesa com pessoal (366º). Já a Qualidade da saúde está em 241º lugar, com melhora de 141 posições, puxada pela Mortalidade por causas evitáveis (62º), mas com a Mortalidade na infância na 389ª colocação.
O Ranking de Competitividade dos Municípios é uma ferramenta do CLP, organização suprapartidária que há 12 anos trabalha por um Estado mais eficiente no uso dos recursos públicos. O estudo tem como objetivo incentivar a competição positiva entre os municípios, mapear fatores de competitividade e fragilidade, valorizar casos de sucesso e permitir que cidadãos avaliem e cobrem o desempenho dos gestores.
A metodologia utiliza o critério min-máx de normalização dos indicadores, com ponderação que penaliza a redundância entre dados correlacionados. Os pilares com maior peso no ranking são Inovação e dinamismo econômico (16,1%), Sustentabilidade fiscal (10,2%) e Funcionamento da máquina pública (9,3%). O levantamento também serve de base para o setor privado balizar decisões de investimento e para os gestores públicos definirem prioridades.