AO VIVO
Geral

As ruínas dos imóveis da Cesp viram alvo de indignação

Além desses locais já citado na reportagem, ainda existem problemas com o abandono em outras cidades.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
22/02/21 às 11h50
Imóveis estão deteriorando com o tempo ( Foto do Leitor do Hojemais)

Fechado há vários anos, alguns imóveis da CESP (Companhia Energética de São Paulo) tem se tornado alvo de reclamações e indignação por parte da população de Ilha Solteira e da região.

Abandonados, vazios e em ruínas, os imóveis tem servido de abrigo a desocupados, à proliferação da dengue, de roedores, répteis, escorpiões, baratas, em contrastes com o que deveria ser uma cidade limpa.

Em Três Lagoas, o viveiro de mudas também está completamente abandonado. Com capacidade para produzir 2 milhões de mudas, a ex-prefeita da cidade Márcia Moura, tentou com a diretoria da Cesp a doação do espaço, mas sem sucesso.

A intenção era de que o mesmo atendesse a demanda de mudas para a preservação florestal no município. Inclusive serviria para o reflorestamento dos parques naturais de Três Lagoas, como por exemplo, o Parque do Pombo, o Parque das Capivaras, o Monumento das Lagoas, por que lá eles produzem, além das mudas, também árvores nativas da região.

Já chegou a ser sugerido para que a UFMS  ( Universidade de Mato Grosso do Sul) faça um projeto de aproveitamento das instalações da Estação de Aquicultura e Hidrobiologia da CESP para uma escola técnica, de formação para o trabalho em áreas de Meio Ambiente e Recursos Naturais.

Um dos galpões edificados em Castilho que também pertenciam à empresa depois de duas tentativas frustradas em dar utilidade ao complexo que serviam como laboratório de hidráulica da Companhia Energética de São Paulo finalmente teve destino. A Prefeitura de Castilho conseguiu vender a área, por meio concorrência pública e com autorização da Câmara Municipal. A área possui cerca de 3,9 alqueires e foi de grande importância para a Cesp no período de construção da barragem e hidrelétrica Jupiá. Anteriormente, dois ex-prefeitos tentaram negociar a área, mas sem sucesso.

Na Ilha Solteira, o CAIS, viveiro, Pousada do Pavão, Almoxarifado, Refeitório do Centro de Treinamento (em frente ao Hospital), Piscicultura também estão abandonados e deteriorados pelo tempo.  Recentemente o Corpo de Bombeiros da cidade teve que tirar uma capivara que caiu em uma das piscinas que está cheia de lodo e água da chuva, favorecendo o aparecimento de mosquitos e pernilongos.

O atual prefeito de Ilha Solteira, Otávio Gomes, disse que está trabalhando em um projeto para reformar o antigo clube CAIS, em um Centro Especializado em Reabilitação (CER), que é focado em ajudar pessoas que possuem deficiência a viverem de forma mais leve e integrada a sociedade, da categoria 4, ou seja serão oferecidos 4 ou mais serviços de reabilitação. Em suas palavras, o motivo para investir neste plano é que não existe referência deste campo na região, e o local é apto para esta mudança. Porém para iniciar esta modificação, é necessário repasses federais, que está em andamento.

Em Rio Claro no interior do estado de São Paulo, depois de negociações para usar um antigo prédio da Cesp sem sucesso, o mesmo foi demolido. A demolição do antigo prédio da Cesp na ocasião foi lamentada por alguns e comemorada por outros. Construído no início do século XX pelo empresário Eloy Chaves (1875-1964) para abrigar a sede da S.A. Central Elétrica de Rio Claro (Sacerc), o imóvel foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928). O prédio estava desocupado desde 1996, apesar das várias tentativas de reocupação do imóvel.

A pousada da empresa em Ibitinga de paraíso virou inferno. O local já foi alvo de ocupação do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terras) que posteriormente foram retirados do prédio em virtude de uma ordem judicial de reintegração de posse.

Vale ressaltar que a venda da Cesp para a CTG não incluiu os locais citados. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Cesp que esclareceu que os imóveis da empresa fazem parte de duas frentes, sendo uma relacionada a processos judiciais e a outra relativa ao projeto de venda. 

Confira na íntegra a nota encaminhada pela Cesp:

Usina da Cesp antes de ser vendida para a CTG (Reinaldo Canato/VEJA)

“Os imóveis da CESP fazem parte de 2 frentes: uma relacionada a processos judiciais e outra relativa ao projeto de venda, conduzido junto a consultoria especializada. Portanto, até que seja possível a liberação para destinação dos imóveis, a companhia possui um orçamento para realizar as manutenções nos mesmos.

Nesse sentido, vale destacar, por exemplo, que os imóveis citados como ‘CAIS’, ‘Pousada do Pavão’ e ‘Pousada de Ibitinga’ não fazem mais parte da base imobiliária da Companhia, enquanto o ‘Viveiro de Mudas de Ilha Solteira’ está em processo de transferência de propriedade para a UNESP através de doação, a qual já possui a posse do imóvel e o tem utilizado nos cursos de graduação em Agronomia e Ciências Biológicas”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.