Um ataque de abelhas mobilizou equipes de resgate e provocou pânico na tarde deste sábado (5), no bairro Jardim Europa, em Andradina (SP). De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, uma mulher de 42 anos morreu após ser atingida por dezenas de ferroadas, principalmente na região da cabeça. Outras pessoas também foram feridas e encaminhadas ao hospital.
O incidente aconteceu nas imediações das ruas Grécia, Bélgica e Lisboa. Segundo relatos de moradores, o enxame se espalhou rapidamente, atacando pessoas em um raio de até cinco quarteirões. A intensidade da ação das abelhas surpreendeu os moradores e dificultou o trabalho das equipes de resgate.
A vítima fatal chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com os socorristas, o grande número de ferroadas e a localização das picadas aumentaram o risco de choque anafilático. Outras vítimas apresentaram sintomas como inchaço, dores intensas e dificuldade para respirar.
Especialistas em apicultura de Andradina, como a zootecnista Dra. Cássia Gomes e a estudante de Medicina Veterinária Mariana Avelar, explicam que abelhas não atacam sem provocação. “Elas se defendem. Este ataque provavelmente foi causado por algum distúrbio próximo à colmeia, como barulhos, movimentos bruscos ou até uma tentativa de remoção do ninho”, afirmou Cássia.
Segundo as especialistas, o raio de perseguição de um enxame pode chegar a até 500 metros. “Após esse ponto, a maioria das abelhas recua, mas algumas continuam perseguindo a vítima por mais tempo”, alertou Mariana.
O que fazer em caso de ataque
A orientação dos especialistas é clara: corra em linha reta e procure abrigo. Evite gritar ou se debater, pois isso pode atrair ainda mais as abelhas. Correr em zigue-zague só é eficiente quando há obstáculos, como árvores ou construções, que ajudam a dispersar o cheiro liberado pelas ferroadas.
As picadas podem ser fatais, especialmente se a pessoa for alérgica ou se as ferroadas se concentrarem na cabeça. Em casos graves, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.
O Corpo de Bombeiros reforça a importância de não tentar remover colmeias por conta própria. Caso alguma seja identificada em áreas urbanas, o recomendado é acionar as autoridades responsáveis para que o procedimento seja feito com segurança.
