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Empresa de biotecnologia “revive” lobo pré-histórico extinto há 13 mil anos

Responsável pelo experimento, a Colossal Biosciences revelou ter utilizado engenharia genética para editar o DNA de lobos cinzentos, espécie viva mais próxima do antigo predador.

Da Redação
08/04/25 às 11h40
Foto: Colossal Biosciences

Uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos afirmou ter alcançado um marco inédito na ciência da desextinção: recriar o lobo-terrível, espécie que desapareceu há cerca de 13 mil anos e ficou famosa por suas aparições na série Game of Thrones . A façanha foi anunciada nesta segunda-feira (7).

Responsável pelo experimento, a Colossal Biosciences revelou ter utilizado engenharia genética para editar o DNA de lobos cinzentos, espécie viva mais próxima do antigo predador. Ao todo, foram feitas mais de 20 modificações em 14 genes com o objetivo de recuperar traços específicos do lobo-terrível — como tamanho, pelagem e musculatura.

Como resultado, nasceram três filhotes saudáveis: dois machos, Romulus e Remus, e uma fêmea chamada Khaleesi. Os nomes fazem referência à mitologia romana e à cultura pop. Os animais estão sendo mantidos em um centro de preservação da vida selvagem no norte dos EUA, cujo local exato não foi divulgado por motivos de segurança.

“Após uma ausência de mais de 10 mil anos, nossa equipe tem orgulho de devolver o lobo-terrível ao seu devido lugar no ecossistema”, destacou a Colossal, em comunicado.

Avanço baseado em fósseis

A base genética para o experimento veio de fósseis encontrados nos Estados Unidos — um dente de 13 mil anos e um crânio de 72 mil anos. Com esses dados, os cientistas puderam comprovar que o lobo cinzento compartilha 99,5% do DNA com o lobo-terrível.

Em seguida, os embriões geneticamente editados foram implantados em cadelas, que serviram como mães de aluguel. A semelhança genética dos filhotes com os antigos lobos é considerada a mais próxima possível com a tecnologia atual.

Uma nova era da desextinção

A Colossal Biosciences já vinha atuando em outros projetos ambiciosos, como o retorno do mamute lanoso e do dodô , ave extinta há cerca de 300 anos. No entanto, questões técnicas dificultaram o avanço nesses casos, especialmente no processo de fertilização in vitro com elefantes e aves.

Diante disso, a empresa decidiu focar nos lobos-terríveis, utilizando os avanços já existentes em clonagem de cães como base. Segundo os pesquisadores, o trabalho com essa espécie pode abrir caminho para futuros esforços de preservação e reintrodução de animais extintos.

O que foi o lobo-terrível?

 

Os lobos-terríveis habitaram o sul do Canadá e os Estados Unidos e se destacavam pelo porte robusto, dentes grandes e mandíbulas potentes. Caçavam presas como bisões, mamutes e cavalos. A extinção desses animais, somada à ação humana, pode ter sido determinante para o desaparecimento da espécie.

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