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Um dos pontos mais críticos de Três Lagoas deve receber melhorias

Um dos pontos mais críticos da Cidade, a Rua Angelo Melão, que leva ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, que frequentemente enfrenta dificuldades, principalmente, em dias de chuva, deve receber melhorias nos próximos dias.

Diretoria de Comunicação - Da Redação
20/12/17 às 13h41
(Divulgação)

Um dos pontos mais críticos da Cidade, a Rua Angelo Melão, que leva ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, que frequentemente enfrenta dificuldades, principalmente, em dias de chuva, deve receber melhorias nos próximos dias.

Esse é a intenção da Prefeitura Municipal de Três Lagoas. “É nossa meta resolver a situação daquela região. Não queremos nossa população enfrentando tais dificuldades, mas é importante que todos entendam a complexidade daquele caso”, explicou o prefeito Angelo Guerreiro.

Na última semana, a equipe do Departamento de Serviços Públicos (DSP), ligado à Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), realizou mais uma medida paliativa. “Foram usados quatro caminhões de terra para tentar amenizar a situação daquele local”, explicou o Secretário da SEINTRA, Dirceu Deguti.

Esse serviço foi executado diversas vezes, no entanto, é sabido que não faz sombra ao problema encontrado no local, como analisa o Diretor de Infraestrutura da SEINTRA, Adriano Barreto Kawahara. “O solo daquela rua está degradado, o nivelamento também já está comprometido. Por isso é importante a realização de um serviço mais específico para tratar o local”, disse o engenheiro.

A solução provisória está sendo encaminhada a partir da Sessão desta terça-feira (19), com a aprovação da Lei enviada pela Prefeitura ao Legislativo. O Município fará um acordo com a empresa CGR Engenharia Eirelli que, entre outras contrapartidas, como fornecimento de materiais para recuperação de vias, realizará uma importante obra na rua Angelo Melão. A Lei foi aprovada por 15 dos 17 vereadores.

Os serviços, que devem ser concluídos em 60 dias após a sanção da Lei, contarão com tratamento da base de solo sem mistura, compactação e revestimento primário (brita e cascalho), além de um aterramento que pode envolver 200 caminhões de terra fornecidos pelo Município. Todo o projeto e mão-de-obra ficarão por conta da empresa, enquanto a Prefeitura será responsável pela fiscalização do trabalho.

Problema Crônico

É importante salientar que o problema enfrentado na rua em questão está um tanto longe de ser resolvido, por uma série de complexidades que a envolve.

A explicação está no posicionamento geográfico da via, isso inclui o declívio do trecho de 1,5km que se inicia na “Boiadeira” e passa pela frente do IFMS, com aproximadamente 8m abaixo da origem (Confira ilustração na imagem abaixo), como explica a Diretora de Planejamento, da Secretaria Municipal de Governo e Políticas Públicas (SEGOV), Carmem Goulart. “A quantidade de água que vem pela rua, que é estreita, se acumula e precisa de um destino e a qualidade do solo impedem que a água infiltre na superfície”, explicou.

O crescimento populacional contribui com o agravamento dessa e outras localidades. A rua está no trajeto da água despejada por dois novos condomínios instalados na região. Isto acontece, pois, enquanto maior a quantidade de calçadas construídas, maior a impermeabilização do solo, toda água da chuva acaba procurando um destino e esse destino são as regiões mais baixas da Cidade. “O respeito ao Plano Diretor Municipal, na hora de construir, certamente ajudaria a evitar problemas dessa proporção”, argumentou Carmem.

“Mas e se a gente fizesse um asfalto ali?”

A aplicação de uma pavimentação asfáltica no local, diferente do que é pedido por muitos, não resolveria o caso. “Executando somente a pavimentação asfáltica, além de não resolver o problema enfrentado naquela região, agravaria ainda mais a situação no ponto crítico, que receberia maior volume de água e agora com maior velocidade”, disse Carmem Goulart.

Uma vez sabendo que não é uma alternativa a ser considerada a aplicação do asfalto no local, de imediato, a Prefeitura tem buscado a solução para o caso. O que tanto a Diretoria de Planejamento quanto a SEINTRA sabem é que uma obra de drenagem é necessária. Isso inclui a construção de pelo menos mais uma bacia de amortização com dimensão de um alqueire, uma vez que já está em fase final a construção de bacia no Jardim Dourados, que colaborará com a drenagem da região.

A largura da rua é outro fator agravante para as futuras obras na Angelo Melão. Uma desapropriação será necessária para que a via adquira as dimensões mínimas para a drenagem ser instalada da forma adequada. Todo esse processo, segundo estimativa da Diretoria de Planejamento, custaria pelo menos R$ 10 milhões de reais.

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