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Caso Carmen de Oliveira: Polícia trata desaparecimento de estudante trans como feminicídio

As investigações apontaram que ela teria sido assassinada em 12 de junho, Dia dos Namorados, pelo próprio namorado.

Da Redação - Hojemais Andradina
17/07/25 às 08h21
Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Civil de Ilha Solteira (SP) passou a tratar como feminicídio o caso do desaparecimento da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, que completou um mês no último sábado (12). As investigações apontaram que ela teria sido assassinada em 12 de junho, Dia dos Namorados, pelo próprio namorado, Marcos Yuri Amorim, com a ajuda do policial militar ambiental da reserva, Roberto Carlos de Oliveira. Ambos estão presos temporariamente por 30 dias.

Nesta terça-feira (16), a Guarda Municipal, com apoio de pescadores locais, realizou buscas pelo corpo de Carmen no rio São José dos Dourados, próximo ao sítio do principal suspeito. A operação contou com a utilização de um sonar e de um drone, mas até o fechamento desta matéria, o corpo ainda não havia sido encontrado.

Desaparecimento

De acordo com o boletim de ocorrência, Carmen foi vista pela última vez na noite de 11 de junho, ao sair de casa com uma bicicleta elétrica preta. No dia seguinte, ela desapareceu após realizar uma prova na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Imagens de câmeras de segurança confirmaram que a estudante entrou na casa de Marcos Yuri, em um assentamento rural, e não foi mais vista saindo do local.

Marcas de pneus compatíveis com a bicicleta de Carmen foram encontradas em uma área de mata próxima à universidade. Também foi registrada a última localização do celular dela na região próxima ao rio da cidade.

Marcos Yuri Amorim, namorado da vítima (à esquerda) e o policial militar ambiental da reserva, Roberto Carlos de Oliveira (à direita) foram presos em Ilha Solteira (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Prisões e reviravolta no caso

A reviravolta na investigação aconteceu após a quebra de sigilo telefônico dos dois suspeitos. Segundo o delegado responsável, Miguel Rocha, os dados indicaram que Carmen nunca deixou Ilha Solteira. Além disso, uma pasta deletada no computador da vítima no mesmo dia do desaparecimento foi recuperada: tratava-se de um dossiê contra Marcos Yuri, onde ela relatava possíveis furtos cometidos por ele.

Segundo a polícia, a vítima vinha pressionando o namorado para assumir o relacionamento. O envolvimento afetivo e financeiro entre Marcos Yuri e Roberto Carlos — que também tinha um relacionamento com o namorado de Carmen — foi um dos elementos centrais que motivaram o crime, segundo o delegado. “Havia ali um triângulo amoroso”, afirmou Miguel Rocha.

Os mandados de prisão temporária foram cumpridos na última quinta-feira (10). Marcos Yuri foi encaminhado à Cadeia Pública de Penápolis (SP), e Roberto Carlos ao presídio militar Romão Gomes, na capital paulista. Ambos negam envolvimento no crime.

O que diz a defesa

A defesa de Roberto Carlos, por meio do advogado Miguel Micas, afirmou que o cliente provará sua inocência. Até o momento, o advogado de Marcos Yuri não se manifestou.

Buscas são feitas pela Guarda Municipal e pescadores de Ilha Solteira (SP) atrás de jovem trans desaparecida — Foto: Reprodução

Comunidade pede justiça

O desaparecimento e a confirmação da morte de Carmen causaram forte comoção na comunidade local, especialmente entre familiares, amigos e integrantes da comunidade LGBTQIA+. Diversas manifestações foram realizadas ao longo do mês em busca de justiça e de respostas.

As buscas pelo corpo da jovem continuam e o caso segue sob investigação como feminicídio e ocultação de cadáver.

*Com informações do G1

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