O Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MP-MS) denunciou à Justiça um homem de 37 anos e uma mulher de 33, pela morte da servidora pública Nathália Alves Correa Baptista, em Porto Murtinho, a 443 quilômetros de Campo Grande.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, na noite do dia 15 de julho de 2019, José Romero e Regiane Marcondes atraíram Nathália até a pousada administrada pelo primeiro.
Na ocasião, José Romero teria utilizado substância para deixar a vítima inconsciente e, em seguida, desferido golpe com uma barra de ferro na cabeça desta, como “prova de amor” a Regiane Marcondes, rival de Nathália, matado a jovem motivados por ciúmes. Agora cabe à Justiça aceitar, ou não, que o casal passe a ser processado pelo crime.
Nathália é de Porto Murtinho, mas morava em Campo Grande com a mãe e a filha, e tinha ido à cidade que faz fronteira com o Paraguai para visitar amigos e familiares. Ela foi vista pela última vez no dia 15 de julho ao sair de uma festa para se encontrar com o suspeito, segundo apurado pela Polícia Civil. Os dois teriam um relacionamento amoroso.
Conforme apurado pela polícia, o encontro aconteceu na pousada onde o suspeito era gerente. Lá, ela foi morta e o corpo foi levado para a casa da mulher denunciada. Na residência, o cadáver foi queimado. Os dois suspeitos seriam amantes.
As cinzas foram colocadas em vasilhames e sacos plásticos e jogadas no rio Paraguai. O local onde houve a queima foi concretado para que não fossem encontrados vestígios.
Com base nas apurações, o Ministério Público Estadual denunciou os suspeitos pela prática dos crimes de homicídio qualificado, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão e multa, e de destruição de cadáver, com pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa.