A Polícia Civil investiga a depredação do túmulo de Claudemar Lemes Gonçalves, de 31 anos, ocorrida no Cemitério Municipal de Jardim, a 236 quilômetros de Campo Grande. O vandalismo foi descoberto três dias após o sepultamento do servente de pedreiro, morto durante um confronto com policiais militares.
A denúncia foi feita pela mãe da vítima, que procurou a 1ª Delegacia de Polícia na segunda-feira (29). Conforme o delegado Jonatan Rafael, responsável pelo caso, os danos ficaram restritos à parte superior do jazigo.
Segundo o delegado, a ação não chegou a atingir o caixão nem o corpo. "Foi superficial, não chegou a violar o cadáver, quebraram a parte superior", afirmou. Apenas alguns tijolos da estrutura foram danificados.
Para tentar esclarecer o caso, a Polícia Civil instaurou um inquérito e solicitou informações à Prefeitura de Jardim para saber se vigias ou funcionários do cemitério presenciaram alguma movimentação suspeita. Até o momento, ninguém foi identificado.
Confronto ocorreu durante abordagem
Claudemar morreu após uma ocorrência iniciada por uma denúncia de importunação sexual contra uma menina de 7 anos.
Segundo informações apuradas pelo Campo Grande News, a mãe da criança contou à polícia que a filha utilizava o celular em frente de casa quando um homem conhecido como "Kal" teria tocado suas partes íntimas. O suspeito estaria de bicicleta e vestia casaco preto e shorts.
Com base nas características e no endereço informado, policiais da Força Tática seguiram até a residência. Conforme a versão da Polícia Militar, Claudemar chegou ao imóvel durante a aproximação da viatura, desobedeceu à ordem de parada e entrou correndo na casa.
Ainda conforme o registro policial, ele foi localizado escondido atrás de uma porta e, ao sair, teria apontado um revólver contra os militares. Diante da situação, o comandante da equipe efetuou dois disparos.
Mesmo ferido, Claudemar foi levado pelos próprios policiais ao Hospital Marechal Rondon, onde morreu pouco depois.
Durante a perícia, a Polícia Civil apreendeu um revólver calibre .22 com numeração raspada e cinco munições intactas. A arma utilizada pelo policial também foi recolhida para exames.
A ocorrência foi registrada como importunação sexual contra vulnerável, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e morte decorrente de intervenção de agente do Estado. A criança recebeu atendimento médico e acompanhamento psicossocial, sendo posteriormente entregue aos cuidados da família. As informações são do Campo Grande News.
