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Empresário é preso por fabricar álcool em gel sem autorização da Anvisa

Em uma fábrica de Campo Grande, foram presos um empresário de 44 anos e seu primo, um sanitarista ambiental de 43 anos

Beatriz Benedeti - Hojemais Três Lagoas
17/03/20 às 13h42
Embalagens de álcool gel (Reprodução/G1)

Em uma fábrica de Campo Grande, foram presos um empresário de 44 anos e seu primo, um sanitarista ambiental de 43 anos, por fabricarem álcool em gel 70% sem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)

Segundo a polícia, devido à grande busca pelo produto por causa do coronavírus, eles se aproveitaram do pânico, e “queriam lucrar”. Em depoimento, ambos negaram os crimes.

"Eles passaram a noite na cadeia e passam por audiência de custódia nesta manhã (17). O empresário possui uma fábrica de produtos de limpeza, porém, não possuía a documentação necessária para fabricar álcool gel. Nós encontramos inclusive este produto dele, já distribuído em gôndolas, com rótulos e falsa autorização da Anvisa", afirmou o delegado Wilton Vilas Boas, titular da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) ao G1.

Além da Decon, a Coordenadoria de Vigilância Sanitária de Campo Grande também esteve no estabelecimento comercial, contataram que os produtos estavam sendo embalados com rotulagem contendo números sem cadastro da Anvisa.

A operação também encontrou um tanque de aproximadamente 10 mil litros, contendo aproximadamente mil litros de álcool puro, 98%, combustível estocado sem autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O empresário, quando questionado sobre o combustível, disse que o utilizava para abastecer os carros da empresa.

"Ambos vão responder pelos crimes 273 do Código Penal brasileiro e também ao artigo 56 da Lei dos Crimes Ambientais. Ao mesmo tempo, o Procon [Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor] também está fiscalizando quem está aumentando o preço destes produtos", ressaltou Vilas.

Nesta segunda-feira, 16 de março, o inquérito foi registrado e a fábrica interditada até uma possível regularização. Os dois homens foram indiciados e podem ter penas que chegam a 20 anos.

*Reprodução G1

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