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Fazendeiro é condenado a 14 anos de prisão pela morte de vizinho em 2007

Ercílio Priviatelli, acusado de matar José Cícero carbonizado em veículo em julho de 2007 poderá recorrer da sentença em liberdade

Albecyr Pedro - Hojemais Três Lagoas
13/02/20 às 07h00
Foto: Albecyr Pedro

O fazendeiro Ercílio Priviatelli foi condenado à pena de 14 anos de reclusão através de júri popular no plenário do fórum na tarde desta quarta-feira (12) em Três Lagoas.

De acordo com a sentença lida pelo juiz de direito Rodrigo Pedrini Marcos após oito horas de julgamento, o acusado poderá recorrer da sentença em liberdade.

“Uma vez que assim respondeu o processo durante toda a fase de instrução, bem como não estar presente os requisitos para a segregação cautelar nesta ocasião, diz o trecho da sentença.

O réu foi acusado pelo Ministério Público pela prática de homicídio qualificado e fraude processual contra o vizinho de sua propriedade rural, José Cícero de Oliveira.

Ercílio cometeu o assassinato após desconfiar que sua esposa estivesse tendo um relacionamento amoroso com a vítima, conforme a denúncia.

O crime aconteceu na madrugada do dia 11 de julho de 2007 em uma fazenda localizada as margens da Rodovia MS-395 entre Três Lagoas e Brasilândia.

Foto: Albecyr Pedro

1º JULGAMENTO

Durante o primeiro julgamento ocorrido dia 28 de abril de 2016, o filho do acusado confessou a participação em tocaias para tentar matar a vítima, e teria fornecido uma arma de fogo para o pai, no entanto, José Cícero não passou pelo local durante aquela tarde.

O júri condenou na época, Ercílio à pena também de 14 anos de prisão, com direito de recorrer da decisão em liberdade, por homicídio qualificado e motivo fútil.

Pelo crime de fraude processual qualificada, conforme a sentença, o acusado acabou condenado à pena de seis meses de prisão. Devido ao longo período de tempo transcorrido, a pena foi declarada extinta pela prescrição.

O CRIME

A vítima seguia de caminhonete para a sua casa na fazenda, quando foi surpreendido por Ercílio, que efetuou um disparo de arma de fogo contra seu peito, e depois ateou fogo no veículo no intuito de simular um acidente.

O caso na época foi registrado como morte por acidente com carbonização da vítima.

Após trabalho conclusivo da perícia foi descoberto à fraude. A Polícia Civil durante a exumação do cadáver descobriu a presença de sinais de marca de tiros e localizou um projétil de arma de fogo.

Segundo a perícia, óculos com sangue da vítima, e material genético do acusado encontrado próximo ao veículo foram decisivos para demonstrar a presença do fazendeiro no local e reforçar a tese da autoria do crime.

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