Um homem de 37 anos, foi vítima de estelionato e perdeu quase R$ 42 mil.
Segundo a vítima, no dia 13 de fevereiro acessou um site de leilões e realizou seu cadastro.
No mesmo dia recebeu uma ligação telefônica confirmando que havia efetivado o seu cadastro.
Na terça-feira (18), a vítima entrou novamente no site e participou de um leilão de veículos, efetuando um lance de R$ 39,5 mil.
Por volta das 10h49 do mesmo dia, recebeu nova ligação do site dizendo que o preço estipulado pela financeira era de R$ 44 mil.
Perguntado se aceitava pagar a proposta ou se teria uma nova contraproposta, o homem informou que aceitava pagar apenas o valor do lance já informado.
Neste momento, a atendente respondeu que iria entrar em contato com a empresa e repassar a situação.
Por volta das 13h25, recebeu nova ligação onde diziam que a financeira aceitou o valor do lance e que seria enviada a carta de arrematação para pagamento às 15h.
Caso o homem não conseguisse efetuar o pagamento, era segundo a atendente para solicitar prorrogação de prazo, consta no boletim de ocorrência.
Por volta de 14h38min, ele ligou para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) do site e informou que o banco estava tendo problemas com a transferência, e que não era possível realizar naquela oportunidade.
O homem teve como resposta, que o prazo seria novamente prorrogado para até às 10h de quarta-feira (19).
Por volta das 08h13, ele recebeu nova ligação da empresa, onde foi informado que tudo já estava normalizado e que estava autorizado a efetuar transferência.
Minutos depois, o homem efetuou o pagamento referente ao valor de arrematação, comissão do leiloeiro, taxa de pátio e frete.
Após 10 minutos desconfiou que pudesse ter sido vítima de um golpe e solicitou para o gerente de sua conta bancária para cancelar o procedimento, porém, o dinheiro já havia sido transferido.
Diante dessa situação, acessou o site da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), pesquisou o leiloeiro oficial que constava no termo de arrematação e enviou um e-mail.
Ao obter como resposta que a empresa não prestava serviço para o site SPM Leilões, o homem procurou a 1ª Delegacia de Polícia Civil.
Na unidade policial, a vítima também informou que forneceu todos os seus dados pessoais quando realizou o cadastro no site, chegando a encaminhar foto dos documentos pessoais.
Temendo que os estelionatários possam utilizar seus dados para efetuar novos golpes denunciou o caso a polícia.