Policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) em cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de Três Lagoas prenderam na manhã desta terça-feira (10) o homem de 47 anos que fazia parte de um projeto social, pela acusação de estupro de vulnerável.
Segundo o delegado Ailton Pereira que comanda as investigações, o acusado integrava uma escolinha de futebol para crianças e adolescentes, nos bairros Oiti e Paranapungá.
Após abusar de uma das crianças, o homem teve a prisão preventiva decretada, conforme consta na determinação judicial.
De acordo com o SIG, informações são de que o acusado teria outras passagens pelo mesmo crime no Estado de São Paulo.
Durante as investigações, a equipe policial descobriu que a sua atual residência era frequentado por crianças.
Diante das informações, os investigadores foram ao endereço e com autorização do acusado efetuou buscas no imóvel.
Conforme o delegado Ailton, a equipe policial encontrou um aparelho celular e nele estavam continha diversas imagens de crianças seminuas e em pose sexual.
“A maioria era do sexo masculino. Conversas de aplicativo que configuravam o crime também estavam armazenados no aparelho”, reforçou o delegado.
Testemunhas relataram a polícia, que o homem tinha costume de atrair crianças para sua casa e disfarçava dizendo que era para assistir filmes e comer pipocas.
Ainda segundo o delegado, as investigações continuam para identificar as crianças e ser esclarecido se sofreram qualquer tipo de abuso por parte do acusado.
No endereço, o SIG apreendeu também um par de chuteiras infantil e três carrinhos de brinquedo.
"Os materiais apreendidos podem ter sido usados para atrair crianças a sua residência, já que ele mora sozinho e não possui familiares na cidade", informou o delegado Ailton Pereira.
O homem também foi autuado em flagrante pelo armazenamento de conteúdo de pornografia infantil no aparelho celular.
Conforme descrito no artigo 241-B do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) a pena prevista para este tipo de crime é de um a quatro anos e multa, reforçou o delegado.