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SIG quer saber se pedófilo abusou de outras crianças em Três Lagoas

Delegado do SIG, Ailton Pereira contou detalhes do caso envolvendo um pedófilo que tinha um projeto social em Três Lagoas

Albecyr Pedro - Hojemais Três Lagoas
14/03/20 às 07h15
Delegado do SIG Ailton Pereira (Foto: Albecyr Pedro)

Após a prisão de um homem acusado de pedofilia, na terça-feira (10), em Três Lagoas, o SIG (Setor de Investigações Gerais) apura a partir de agora se houve abusos contra outras crianças.

A informação é do delegado de Polícia Civil, que comanda as investigações, Ailton Pereira em entrevista ao Hojemais.

Segundo o delegado, a polícia também investiga se o homem possui algum mandado de prisão no Estado de São Paulo.

“Ele já morou na grande São Paulo e na região de Presidente Epitácio. Ao ser indagado, respondeu que está em Três Lagoas há pelo menos três ou quatro anos.

Confirmou que já teve passagem por crime de abuso sexual infantil no Estado de São Paulo, e o SIG segue apurando se não há contra o acusado algum mandado de prisão nesta região”, reforçou Ailton Pereira.

“Recebemos algumas denúncias que estão sendo checadas. Foi cumprido mandado de prisão preventiva. Será instaurado um inquérito, e depois de concluído será encaminhado à justiça”, explicou ainda o delegado.

Foto: SIG

A PRISÃO

Em cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de Três Lagoas, policiais do SIG prenderam o homem de 47 anos que fazia parte de um projeto social, pela acusação de estupro de vulnerável.

Conforme o delegado Ailton Pereira, ele integrava uma escolinha de futebol para crianças e adolescentes nos bairros Oiti e Paranapungá, e após denúncia de abusar sexualmente de uma delas, a justiça determinou a sua prisão preventiva.

A equipe policial descobriu que a atual residência do homem era frequentada por diversas crianças e adolescentes, e diante das informações, os investigadores foram ao endereço.

“Com a autorização do acusado, foi iniciado as buscas no imóvel. Indagado se possuía celular ou computador, respondeu que tinha apenas o seu telefone celular, mas que estava quebrado”, disse o delegado.

“O acusado acompanhou nas buscas, e logo que percebeu que os policiais avistaram o celular na cozinha da casa, de imediato demonstrou nervosismo. Perguntamos se autorizava acesso aos conteúdos, mais uma vez nos autorizou”, completou.

Segundo o delegado, neste momento foram observadas pelos investigadores, conversas de cunho sexual entre o acusado e outras crianças e adolescentes entre 10 e 12 anos de idade, através do aplicativo ‘Messenger’, além de fotos delas seminuas.

“Outra vez ao ser questionado, desta vez sobre os conteúdos, tentou justificar que recebia as conversas, e que apenas baixava no celular, mas não tinha nenhum envolvimento com crime de pedofilia”, informou o delegado do SIG.

No endereço, os policiais também apreenderam um par de chuteiras infantil e três carrinhos de brinquedo.

Testemunhas relataram a polícia, que o homem tinha costume de atrair crianças para sua casa e disfarçava dizendo que era para assistir filmes e comer pipocas.

"Os materiais apreendidos podem ter sido usados para atrair crianças a sua residência, já que ele mora sozinho e não possui familiares na cidade", esclareceu ainda Ailton Pereira.

Ainda segundo o delegado, as investigações continuam para identificar as crianças e ser esclarecido se elas sofreram qualquer tipo de abuso por parte do acusado.

Além do crime de pedofilia, o homem também foi autuado em flagrante pelo armazenamento de conteúdo de pornografia infantil no aparelho celular.

Conforme descrito no artigo 241- B do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) a pena prevista para este tipo de crime é de um a quatro anos e multa, finaliza o delegado.

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