“Eu sou contra a abertura desta janela para que os políticos com mandatos possam trocar de partido”. Esta foi a afirmação do senador Waldemir Moka (PMDB) ao fazer críticas ao projeto de Reforma Política aprovado pelos deputados federais que o senado começa a analisar a partir desta semana. O senador disse que a intenção dos membros do senado é de promover algumas mudanças e dentre elas também está a aprovação do fim das coligações para eleições proporcionais que foi mantida pela Câmara Federal.
Para o senador a manutenção da “janela” na prática permite a infidelidade partidária que está sendo apontada como uma das práticas mais condenadas por todos que vivem nos meios políticos.“Eu falo sobre esta questão com legitimidade, pois sempre me elegi pelo PMDB e nunca sai do partido mesmo que abri mão de projetos como na época em que deixei de ser candidato a prefeito de Campo Grande em favor de Nelsinho Trad que tinha acabado de entrar no PMDB”, afirmou Moka.
Ministério - Com relação a possibilidade de vir a tornar-se ministro da Agricultura no Governo da presidente Dilma Roussef, Waldemir Moka disse que realmente foi sondado mas não considera esta possibilidade até porque sempre esteve em posição contrária a Governo. "Não considero coerente aceitar o convite para integrar um Governo que não ajudei a eleger por isso todas as vezes em que fui consultado para assumir o cargo, recusei", afirmou o senador.
Trads - Com relação a saída de lideranças do partido, Waldemir Moka disse que não considera que ocorra o enfraquecimento do PMDB pois o mais importante é manter sigla unida. “No caso da Família Trad, eles chegaram no PMDB por convite do Governador André Puccinelli e conseguiram eleger seus membros na sigla e se quiserem sair que saiam. O PMDB tem é que continuar com as pessoas que desejam permanecer em suas fileiras”, afirmou Waldemir Moka.