O governador eleito, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse ao Midiamax que pode manter comissionados que atuam na gestão do atual governador, André Puccinelli (PMDB). A informação foi repassada quando a reportagem perguntou se ele poderia manter algum secretário ou diretor de fundação da atual gestão.
“Algumas pessoas do governo. Hoje tem uma turma de técnicos que pode contribuir, mas ainda não sabemos quem”, admitiu o futuro governador. Azambuja não disse nome de quem será mantido e nem de novos nomes cotados para secretaria.
Apesar de prometer manter técnicos, Azambuja já avisou que vai reduzir bastante o número de comissionados, o que deve selecionar os que serão mantidos. Ele já enfrenta cobrança de alguns partidos aliados por conta da linha dura que tem adotado até o momento, avisando que não aceitará indicações políticas.
A reportagem perguntou ao novo governador sobre a possibilidade de Nelson Tavares assumir a Saúde e Ademar Silva Junior a Produção e Agricultura Familiar, mas ele preferiu dizer que a partir do dia 20 todos vão saber.
Até o momento o novo governador indicou Marcelo Migliolli para Secretaria de Infraestrutura; Márcio Monteiro (PSDB) para a Secretaria de Fazenda; Rose Modesto (PSDB) na Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Inclusão e Assistência Social; Eduardo Riedel na Secretária de Governo e Gestão Estratégica e Sérgio de Paula na Casa Civil. Sílvio Maluf se afastou do Ministério Público e vai ocupar a Secretaria de Segurança.
Com as seis indicações, faltam apenas sete nomes para os cargos mais importantes: Administração e Desburocratização; Educação, Saúde; Habitação; Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação; Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente; Produção e Agricultura Familiar. Apesar do número reduzido de secretarias, há um grande espaço no segundo escalão, com pelo menos 30 cargos disponíveis. A lista de cargos é composta pela presidência de várias fundações e empresas do Governo do Estado. Os salários variam de acordo com a importância de cada cargo, podendo passar por um DGA-2, com salário que pode chegar a R$ 3.828,00, DGA-1, com renda de R$ 8.185,00 e até um DGA Especial, que ultrapassa R$ 10 mil.
Azambuja tem disponível a presidência do Detran; Funtrab; Agesul; Sanesul; MSGÁS; Comunicação; Fertel (Fundação Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul); subsecretaria de políticas para Mulheres; População Indígena e Juventude e Promoção da Igualdade Racial e da Cidadania.
Também estão abertos os cargos na Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul; Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul.); Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Agência Estadual de Metrologia; Junta Comercial; MS-Mineral; Imasul; Iagro; Agraer; Fudesporte; Escola de Governo; Ageprev; Agiosul (Imprensa Oficial); Agehab; Agepen; Hospital Regional; procurador-geral, representação em Brasília e chefes da Polícia Civil e Militar, que também pode ser de indicação política. Além destes cargos, ainda há os comissionados que ajudam a assessorar o governador e os segundos e terceiros escalões. Na gestão de André Puccinelli (PMDB) há 2.825 vagas e 2.211 foram preenchidas. Porém, Azambuja já avisou que vai cortar e muito o número de comissionados. Ele também promete uma seleção criteriosa dos indicados, avisando que não vai aceitar indicação política.