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Definidos presidente e relator da CPI da Saúde no Estado

Por unanimidade, os deputados estaduais Amarildo Cruz (PT) e Lauro Davi (PSB) foram eleitos, nesta quinta-feira (23), no plenarinho Nelito Câmara, presidente e vice da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as irregularidades na aplicação dos recursos públicos por parte das instituições de saúde no Estado de Mato Grosso do Sul.

Assecom/AL - Da Redação
24/05/13 às 14h21
Reunião para definir cargos na CPI foi realizada no plenarinho Nelito Câmara. (Paulo Fernandes/AL)

Por unanimidade, os deputados estaduais Amarildo Cruz (PT) e Lauro Davi (PSB) foram eleitos, nesta quinta-feira (23), no plenarinho Nelito Câmara, presidente e vice da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as irregularidades na aplicação dos recursos públicos por parte das instituições de saúde no Estado de Mato Grosso do Sul.

Em seguida, o novo presidente Amarildo Cruz escolheu Junior Mochi e Maurício Picarelli (os dois do PMDB) para serem relator e sub-relator, respectivamente. Onevan de Matos (PSDB), que por ser o mais antigo presidiu a reunião até a escolha do presidente, ficou como membro.

Amarildo garantiu que a CPI irá além do que já foi apurado pela CGU (Controladoria-Geral da União), Polícia Federal e MPE (Ministério Público Estadual). “Vamos fazer uma grande CPI. 

Tenho certeza de que essa Casa vai dar uma resposta à sociedade. Vamos passar todas as questões a limpo. Sei da dimensão do que nos aguarda e o que nós vamos ter que fazer”, afirmou. “Sei que é uma CPI dos 24 deputados e vamos precisar do trabalho de toda a comissão”, acrescentou.

Junior Mochi explicou que o próximo passo da comissão será definir a metodologia e as estratégias e que, em seu relatório, não irá se limitar a fazer diagnóstico da situação da saúde em Mato Grosso do Sul. “O assunto é complexo e amplo. Não vamos só levantar as mazelas, mas apontar os caminhos”, disse.

O sub-relator Maurício Picarelli acredita que a CPI fará um grande trabalho. “A expectativa é muito grande. Vamos chegar até onde a Controladoria-Geral da União não chegou. Acredito que a CPI vai ser muito importante”, frisou.

A primeira reunião de trabalho da CPI foi marcada para o próximo dia 29, às 14h, no plenarinho. Ela terá 120 dias para investigar os problemas. A comissão também irá apurar a legalidade, oportunidade e conveniência das terceirizações de serviços realizados com verbas repassadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A CPI foi criada após a operação Sangue Frio, que desvendou uma série de irregularidades e fraudes nas gestões do Hospital do Câncer e do Hospital Universitário. No entanto, segundo a justificativa do requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito, a investigação não se limitará aos dois hospitais.

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