O senador Delcídio do Amaral (PT) não se incomodou com o encontro do governador André Puccinelli (PMDB) com a presidente Dilma Rousseff (PT), antes do desembarque dela em Campo Grande. O senador disse que não se deve misturar a visita de Dilma com eleição, visto que ela está entregando ônibus escolares em todos os estados, incluindo os governados por adversários. “É uma visita de chefe de Estado”, analisou.
O senador está confiante no fortalecimento e união do partido em 2014. A confiança foi demonstrada por meio de um comentário em uma rede social. “E quem apostava na divisão do PT/MS vai quebrar a cara. Os próximos dias dirão”, comentou.
Delcídio diz que ainda é cedo para discutir alianças para 2014. Porém, para garantir a união do partido, já decidiu que caberá a maioria do PT definir com quem se aliar. “Qualquer decisão de aliança passa pelo PT, que vai deliberar o que é importante e representa o projeto que sonhamos e que a população de Mato Grosso do Sul entende como melhor”, avaliou.
O petista disse que não teme que uma aproximação de Puccinelli com Dilma possa prejudicar a candidatura dele. “A minha candidatura está colocada. Estou tranquilo com relação a isso. Vou seguir o que o PT determinar. O que o PT entender como melhor projeto para o Mato Grosso do Sul e, principalmente, para Dilma, eu sigo”, concluiu.
O presidente estadual do PT, Marcus Garcia, também não está preocupado com este interesse de Puccinelli em se aliar a Dilma. Ele entende que a presidente seguirá o mesmo “modelo” de 2010, quando veio a Mato Grosso do Sul fazer campanha para Zeca do PT.
“A candidatura do PT em Mato Grosso do Sul é prioridade da direção nacional e da coordenação de campanha da presidente. Ela veio em 2010 e virá em 2014. É evidente que a Dilma vai subir no palanque do PT. Falo isso até por conta da legislação eleitoral”, finalizou.
Depois de ameaçar apoiar Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), Puccinelli tem declarado que vai apoiar Dilma Rousseff em 2014. Porém, lideranças do PT desconfiam da promessa e acreditam que o governador está interessado na ajuda do Governo Federal e abandonará a presidente, novamente, na última hora.