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Eldorado projeta investimento de cerca R$ 500 mi este ano visando ampliação da fábrica de TL

 A decisão sobre a expansão da fábrica de Três Lagoas, segundo ele, deverá ser tomada até o fim do terceiro trimestre.

Valor
29/04/15 às 23h32

Os planos da Eldorado Brasil de colocar uma nova linha de produção em operação em 2018 continuam firmes, conforme garantiu o presidente da companhia, José Carlos Grubisich.  A decisão sobre a expansão da fábrica de Três Lagoas, segundo ele, deverá ser tomada até o fim do terceiro trimestre.

Nesse sentido, ainda este ano a Eldorado projeta investimentos de cerca de R$ 500 milhões, a maior parte voltada à ampliação da base florestal já com vistas à nova linha, que vai mais que dobrar a capacidade produtiva da empresa.

A ampliação exige investimentos de mais de R$ 10 bilhões e deve entrar em operação em meados de 2018. A nova linha poderá produzir, inicialmente, 2 milhões de toneladas por ano e se somará à linha que entrou em atividade no fim de 2012 e que hoje já está apta à produção de 1,7 milhão de toneladas anuais de celulose.

Conforme Grubisich, a engenharia básica do projeto foi concluída e, nesta fase, os esforços estão voltados à elaboração do plano de financiamento e envio de propostas aos principais fornecedores. A partir dessas definições será possível estabelecer o investimento exato, afirmou. "As propostas dos fornecedores e o câmbio vão determinar o valor atualizado."

Em relação à estrutura de financiamento, a Eldorado vai recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao FI-FGTS, a agências de crédito à exportação (ECAs) e ao Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste, ao qual a companhia já pleiteou R$ 1,4 bilhão. Ao mesmo tempo, a Eldorado pretende plantar mais 50 mil hectares de eucalipto este ano, que se somarão aos mais de 200 mil hectares já plantados.

De janeiro a março, a companhia reduziu o prejuízo e reportou resultado final negativo de R$ 60 milhões, frente a perda de R$ 115 milhões um ano antes. A melhora na última linha do balanço deveu-se à elevação dos resultados operacionais e à política de hedge, que reduziu o impacto da variação cambial na parcela da dívida que está expressa em moeda estrangeira, de acordo com Grubisich.

Para o segundo trimestre, a expectativa é a de manutenção da curva ascendente para o resultado operacional, na esteira da manutenção da demanda aquecida por celulose de eucalipto nos mercados internacionais, do encerramento da colheita de madeira em São Paulo para abastecimento da fábrica em Mato Grosso do Sul - o que reduzirá custos - e do início de operação do terminal próprio para exportação em Santos.

De janeiro a março, a companhia obteve  receita líquida de R$ 652 milhões, com alta de 53% na comparação anual, beneficiada pelo maior volume de vendas, a preços superiores da celulose de fibra curta e pelo câmbio favorável às exportações. "Tivemos um excelente trimestre, com progressos importantes em todas as áreas", afirmou o executivo.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) trimestral totalizou R$ 297 milhões, com expansão de 150%, e a margem Ebitda ficou em 46%, a despeito da parada programada para manutenção na fábrica de Três Lagoas. A produção de celulose, que foi recorde em março, subiu 12% nos três primeiros meses do ano, para 370 mil toneladas, enquanto o volume comercializado cresceu 27%, para 366 mil toneladas. De acordo com Grubisich, em 12 meses, o Ebitda da Eldorado ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão.

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