Duas reportagens veiculadas pelo Hojemais incitaram críticos políticos no que se refere a conjunturas com vistas as eleições domésticas do ano que vem. Em relação ao fato de o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) ter dito que está descartada a possibilidade de o partido ser candidato a vice-prefeito em chapa do, também, deputado estadual Ângelo Guerreiro (PSDB), um deles comentou: “O PMDB, realmente, não vai ser vice do Guerreiro e sabe também que não será cabeça de chapa”. Para este, o PMDB terá de ceder apoio para algum partido progressista e que o escritório político que Rocha montará na cidade será visando as eleições 2018, quando pretende concorrer a deputado federal. Isto, levando em conta que quanto maior o número de prefeitos eleitos com seu apoio – independentemente a que partido pertença – maiores serão as probabilidades de ele consolidar uma candidatura rumo à Câmara Federal. “E o PMDB em Três Lagoas sapecou e não tem a menor condição de segurar a prefeitura para o Partido”, ajuíza.
Ainda sobre esse assunto, a avaliação é de que “o caminho do PMDB e do PT será o de coadjuvantes - talvez até na mesma chapa - para salvar os cacos que lhes restam, em nível local, é claro”.
VICE DE GUERREIRO
Sobre o possível candidato a vice-prefeito na chapa de Guerreiro, pelo menos dois nomes são tidos como favoritos: o do vereador Jorge Martinho (PSD) e do médico Ary Arão. O segundo esteve junto com Guerreiro durante toda a campanha para deputado e continua caminhando com ele sendo, inclusive, um de seus conselheiros em algumas ocasiões. Arão não tem partido, mas, pelo que consta, está se articulando para abraçar o Solidariedade, para onde direcionaria os integrantes de seu grupo, indicando, inclusive o presidente e toda a Executiva da nova sigla.
Já Martinho está com Guerreiro desde as eleições municipais de 2012 e sempre é cotado para encabeçar uma chapa majoritária com o caubói. Vale lembrar que ele é ligado aos Trad - com que tem parentesco -, que estão deixando o PMDB, e teriam interesse em Três Lagoas, um município mais estratégico para que possam ressurgir das cinzas. Com isso, partidos pequenos, como o PC do B, por exemplo, teriam uma maior participação e melhor articulação do que tiveram em 2012.