Em Brasília, onde participa de encontro nacional de vereadores, o presidente da Câmara de Três Lagoas, Jorginho do Gás (PSDB), disse ao Hojemais que foi pego de surpresa pelas denuncias que um assessor formalizou ao Ministério Publico Estadual, afirmando que era obrigado a devolver-lhe parte de seu salário de R$ 2,3 mil durante mais de um ano. O assunto foi veiculado por um órgão de imprensa ontem e o tucano garante que não faz a menor ideia de onde o assessor, conhecido como Tonico, tirou tais acusações. Diz que ainda que estuda entrar com alguma medida jurídica visando à reparação de eventuais prejuízos que “tais inverdades podem causar”. O assessor continua atuando em seu gabinete.
Jorginho observa também que o inquérito corre em sigilo de Justiça e que nenhuma das partes poderia se pronunciar a respeito. “Mesmo porque eu não tenho a menor noção do seu conteúdo”, diz, afirmando que tomou conhecimento de tais denuncias por meio da imprensa. Embora ainda não tenha tido acesso ao conteúdo das denúncias, garante que são todas inverídicas, não arriscando nenhum palpite sobre os motivos de eles terem sido “forjadas”.
O vereador enfatiza ainda que, caso a denuncia se converta em um processo, ao ser citado não terá nenhuma dificuldade em prestar os devidos esclarecimentos. “A verdade é que eu não sei do que se trata, então fica difícil afirmar qualquer coisa”, completou alegando que pretende tomar ciência das denúncias assim que chegar a Três Lagoas.
Sem saber avaliar também os prejuízos políticos que pode sofrer, o presidente diz que vai esperar o momento para provar sua inocência. E também considera natural que o caso tenha repercussão, principalmente, nas redes sociais. “Vou provar minha inocência e, posteriormente, tomar as medidas cabíveis contra aqueles que aproveitarem a ocasião para tentar prejudicar a minha imagem”, finaliza.
NOTA À IMPRENSA
Em relação às denúncias veiculadas em jornal, rádio, TV e Outdoor pelo Grupo RCN de Comunicação na manhã desta quarta-feira (06), o Presidente da Câmara Municipal, Jorge Aparecido Queiroz, que nesta data se encontra em Brasília/DF, lamenta as falsas acusações, e nega veementemente que ocorreu qualquer apropriação de valores de qualquer natureza de servidor, assim como tomará todas as medidas administrativas, cíveis e criminais visando estabelecer a verdade dos fatos e sanar os danos causados à sua honra, imagem e mandato, e ao Poder Legislativo Municipal como um todo.
Jorginho também informa que não foi intimado pelo Ministério Público Estadual (MPE) sobre as acusações feitas pelo servidor Antônio Siqueira, e tomou conhecimento das mesmas por meio da imprensa, o que causa estranheza e dúvidas sobre as reais intenções do servidor, ao procurar a imprensa para fazer denúncia sobre investigação que de acordo com a própria notícia é feita em sigilo.
O parlamentar reafirma que as acusações são inverídicas, e tem como objetivo atacar sua honra e imagem, pessoal e política, e da Câmara Municipal, e que já acionou sua consultoria jurídica para que sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis contra os responsáveis pelas falsas acusações.
Finalmente, reafirma sua confiança nas instituições, e que a Administração da Câmara Municipal não serve a interesses de grupos de comunicação em ver suas pretensões de recebimentos de valores astronômicos alcançadas.