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Partido dos Trabalhadores tem  projeto para voltar a ocupar seu espaço na política três-lagoense

Há duas semanas o Partido dos Trabalhadores elegeu novo presidente em Três Lagoas.

Hojemais - João Maria Vicente
23/09/19 às 14h18
Advogado João Afonso Petenatti, presidente eleito do PT local

Há duas semanas o Partido dos Trabalhadores elegeu novo presidente em Três Lagoas. Trata-se do advogado João Afonso Petenatti, filiado à sigla em Três Lagoas desde 2010, que assume o cargo apenas no começo do ano que vem.

Em entrevista ao Hojemais, Petenatti falou que sua pretensão é compor um projeto para Três Lagoas, que consiga atender aos anseios da sociedade, principalmente, da classe trabalhadora. Nesse sentido, pretende contar com pessoas ligadas a todos os setores como, por exemplo, trabalhadores das indústrias, do comércio e do campo, professores, advogados, da área da Saúde e funcionários públicos, entre outros. 

Vai trabalhar também para fazer com que o partido volte a ocupar o seu espaço na política, que acabou sendo perdido nas últimas eleições, por conta de divisões e polêmicas que levaram vereadores a migrarem para outras legendas. 

Diferentemente do que vinha ocorrendo nas últimas décadas, em 2016 o PT não conseguiu emplacar nenhum representante no legislativo municipal. Apesar disto, Petenatti considera que o partido está consolidado e mais forte do que no último pleito.

Nesse sentido, destaca o fato de nas eleições gerais do ano passado, o partido em Três Lagoas ter tido forte atuação com uma candidata a vice-governadora e ter dado um significativo impulsionamento na política local, por ela ter sido uma pessoa que teve boa visibilidade. Isto, aliado às candidaturas a deputado federal e deputado estadual, demonstrando que o partido detém quadros importantes, com melhores condições de disputar o pleito municipal de 2020.

“O partido hoje tem muito mais filiados – cerca de dois mil - e tem mais gente buscando filiações”, afirma o presidente eleito, informando que será definida uma data especial de filiação, que deverá contar com a presença de alguém de renome do partido, podendo ser um deputado federal ou senador do partido de renome nacional ou alguém do próprio MS.

Outro fato que soma a favor do PT, na opinião de Petenatti, é que em 2020 não haverá coligações nas eleições proporcionais. No seu entendimento, como muitas legendas não conseguirão montar suas chapas, a tendência é que candidatos migrem para o PT, porém observa que o partido deverá fazer uma criteriosa análise de filiações com objetivos de candidaturas.

Por fim, fala sobre a situação “sui generis” ocorrida no pleito de 2018, se referindo às Fake News via Facebook e WhattsApp, a prisão do Presidente Lula, que para ele foi injusta e política e beneficiou o partido do presidente da República, o PSL, sendo o declínio de muitos outros partidos.

“A Justiça Eleitoral tem que repensar uma forma de evitar essas Fake News”, argumentou, afirmando acreditar que trabalho nesse sentido já deve estar sendo preparado. 

Em relação ao assunto, disse que no PT será feito um trabalho de formação dos filiados como forma de preparar os filiados a adotar posicionamentos em defesa dos trabalhadores. “Temos, por exemplo, que esclarecer à população sobre os direitos trabalhistas e previdenciários que estão sendo retirados da população, a falta de investimentos nas áreas de Educação e saúde, a falta de emprego”, finalizou.

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