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PMDB ganha sobrevida com eleição de Mochi como presidente da Assembleia

Mochi encabeça a chapa de consenso que concorrerá à eleição da Mesa Diretora da Casa em 1º de fevereiro

Conjuntura Online
27/01/15 às 17h53
André cumprimenta Júnior Mochi em evento

Derrotado em sucessivos pleitos, incluindo a prefeitura de Campo Grande e o governo de Mato Grosso do Sul, o PMDB deve ganhar sobrevida a partir da ascensão do deputado estadual Júnior Mochi, na iminência de assumir o comando da Assembleia Legislativa. 

Ex-líder do Governo de André Puccinelli (PMDB), Mochi encabeça a chapa de consenso que concorrerá à eleição da Mesa Diretora da Casa em 1º de fevereiro. 

A leitura que se faz é que o partido do ex-governador tem tudo para se fortalecer politicamente, isso porque irá controlar um dos maiores orçamentos do Estado  -- R$ 220 milhões anuais -- a partir do mês que vem com a abertura da legislatura que terá início este ano. 

A partir desta data, o PMDB terá a maior representatividade no Poder Legislativo. Além de Mochi, integram a bancada majoritária os deputados Maurício Picarelli, Marquinhos Trad, Antonieta Amorim, Eduardo Rocha e Renato Câmara. 

Para analistas, controlar o legislativo com o auxílio de outros partidos, como o PT, que conta com quatro parlamentares – Amarildo Cruz, Cabo Almi, João Grandão e Pedro Kemp -  é um grande trunfo para um grupo político que sentia o esfacelamento iminente após várias derrotadas seguidas no Estado. 

Além de perder uma hegemonia de mais de duas décadas na Capital, quando o deputado federal licenciado Edson Giroto foi derrotado por Alcides Bernal (PP), e o controle do governo do Estado com o fracasso de Nelsinho Trad, o PMDB perdeu ainda a disputa pelo comando da Assomasul (Associação dos Municípios de MS), vencida pelo prefeito de Anastácio, Douglas Figueiredo (PDT), à época do PSDB. 

Enfraquecidos após as eleições para o governo  do Estado e percebendo chances remotas em nova eleição à Presidência da entidade municipalista, os peemedebistas foram obrigados a compor, abrindo mão de enfrentar o prefeito tucano de Nova Alvorada do Sul, Juvenal Neto, ligado ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB). 

No entanto, ao continuar pela quinta vez consecutiva no comando da Assembleia – quatro sob a presidência do deputado Jerson Domingos -- o PMDB demonstra força e poder de barganha para garantir mais espaços políticos no cenário político estadual. 

A primeira prova de fogo ocorrerá o ano que vem, quando o partido de André Puccinelli voltará às urnas para tentar reeleger a maioria de seus cerca de 20 prefeitos, além de vereadores, e eleger novas lideranças politicas na Capital e no interior. 

RACHA

Apesar dessa conquista, há interpretações distintas a respeito do futuro do PMDB no Estado.  Uma das quais, indica que o partido seguirá rachado rumo às próximas eleições municipais. 

Descontentes com o grupo alegando falta de apoio de alguns de seus correligionários, inclusive de André Puccinelli, os irmãos Nelsinho Trad e Marquinhos Trad, ensaiaram publicamente deixar o grupo. 

Informações extraoficiais dão conta que o ex-prefeito se articula para controlar o PTB em MS, enquanto o deputado estuda convite para migrar para o PSD, do empresário Antônio João Hugo Rodrigues. 

Nelsinho também teria espaço no PSB, do prefeito de Dourados, Murilo Zauith. 

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