O trunfo da bancada majoritária do PMDB na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul é blindar o ex-governador André Puccinelli de eventuais ataques para evitar maior desgaste político do maior líder do partido, que encerrou o mandato acusado pelos adversários de ter deixado uma herança maldita, incluindo um cemitério de obras inacabadas e acertos financeiros para trás.
São críticas que vêm sendo feitas pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e por parlamentares tucanos desde que assumiram o controle do Estado.
O alvo dos disparos é a obra do Aquário do Pantanal, investimento emblemático que custou aos cofres públicos mais de R$ 250 milhões, valor superior aos R$ 85 milhões do projeto inicial.
Lembrado dentro do próprio partido para disputar a sucessão do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), ano que vem, André Puccinelli deu um passo à frente na luta para se livrar da fuzilaria dos adversários a partir da eleição do deputado estadual Junior Mochi como presidente da Mesa Diretora da Assembleia.
Além de suas prerrogativas regimentais à frente da direção da Casa, Mochi tem o poder de evitar, por meio do diálogo, críticas ao correligionário ou então contra-atracar, se for o caso, o governo tucano.