Questionado pelo Hojemais sobre a veracidade das especulações de que o PMDB estaria se articulando para emplacar o candidato a vice do deputado estadual Ângelo Guerreiro (PSDB) para prefeitura de Três Lagoas, o vereador Tonhão, presidente do PMDB local, negou veementemente e reiterou que o partido tem vários pré-candidatos ao cargo majoritário para as eleições do ano que vem. “A prefeitura não vai cair no colo dele [Guerreiro]”, garante, deixando claro que o partido vai com força total para a disputa.
E não escondeu também que é um dos pré-candidatos, ao lado de empresários, profissionais liberais e colegas vereadores. O vereador Rialino também admitiu a vontade de disputar. Inclusive, disse que o PMDB é o que reúne mais nomes com potencial para disputar o cargo. “O PSDB só tem o Guerreiro e o PT, o vereador Gilmar”, exemplificou. Outro peemedebista que estaria de olho no cargo é o vereador licenciado Nuna Viana. Os vereadores Vera Helena e Adão da Apae descartaram tal interesse.
Questionado se os problemas de popularidade da prefeita Márcia Moura não prejudicaria uma candidatura majoritária do partido, Tonhão respondeu que o PMDB não se resume à prefeita Márcia Moura, lembrando que ela encerra o mandato no final do ano que vem e que não poderá mais disputar a reeleição.
Depois de externar o respeito e o carinho que tem pela prefeita, Tonhão disse reconhecer que ela está se esforçando para melhorar a situação e que também tenta ajudar, “mas a gente sabe que não está sendo muito bem recepcionada pela população”. Apesar disto, diz que o PMDB tem condições de contribuir ainda muito mais para o fortalecimento de Três Lagoas, embora admita que após 20 anos no poder é natural que o partido enfrente algum tipo de rejeição.
PT NO PÁREO
O PT também está disposto a não facilitar a vida do pré-canidato tucano e trabalha para entrar no páreo com candidatura majoritária própria e um dos nomes cotados para encabeçar a chapa e o vereador Gilmar Tosta. O, entretanto, disse que o partido não será intransigente nesse sentido. Dessa forma, segundo o petista, caso haja no arco de aliança um nome com potencial para disputar o cargo, não terá dificuldade em abrir mão.
Deixou claro, porém, que o único cenário impraticável é uma aliança com o PSDB, não descartando, desta forma, uma possível coligação com o PMDB.
A princípio, partindo da Câmara de Vereadores, as candidaturas majoritárias seriam apenas do PMDB e do PT.