Um dos motivos para o PMDB optar por não lançar candidatura majoritária em Três Lagoas, conforme Eduardo Rocha, é o desgaste natural do partido em 20 anos de mandato. Mas deixa claro que não tem como o partido ser ignorado, pelo que fez pelo município nestas duas décadas.
Sobre as severas críticas que o partido tem recebido, ele dispara: “Quando falam do PMDB, atacam todo mundo, incluindo o senador Ramez Tebet e os ex-governadores Wilson Barbosa Martins e André Puccinelli”, diz, enfatizando que “pouquíssimas” coisas que existem em Três Lagoas não foram implantadas pelo PMDB”.
Segundo ele, 90% das indústrias vieram em gestões peemedebistas, além de todas as clínicas da cidade (da mulher, da criança, de pequenas cirurgias, da terceira idade, da saúde do trabalhador e da mulher do Arapuá) e a maior parte do asfalto da cidade. “Pegamos [gestão Simone Tebet] a cidade com 20% de asfalto e hoje está com quase 70%; 28% de esgoto, e estamos deixando com quase 90%”. Cita que todas as escolas construídas nos últimos 20 anos foram pelo PMDB e ainda lembrou das obras de Ramez Tebet como prefeito e governador, bem como do ex-governador Marcelo Miranda.
Mesmo assim, reconhece que há um desgaste natural, a exemplo do que acontece com vários outros administradores. “O que mais se escuta é sobre prefeitos que não vão disputar a reeleição e isso é natural”, admite, atribuindo, em parte, à crise que o País vive. “Agora, quem quiser criticar o partido, que mostre serviço; mostre rumos”.
Questionado sobre a força do partido nestas eleições, ele expõe que é necessário pegar o pegar o histórico. Nesse sentido, cita que, além de conquistar a prefeitura, o partido teve o vereador mais votado e, inclusive, suplente com mais votos que alguns candidatos que se elegeram. O PMDB elegeu quatro parlamentares.
“Cada candidato sabe o que é bom para ele; não sei se será o fiel da balança, mas o PMDB tem força”, finaliza.