O governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) marcou para a próxima semana uma reunião com os dirigentes dos partidos políticos que fizeram parte da coligação que o ajudou a vencer as eleições de outubro em Mato Grosso do Sul.
O encontro entre o tucano e os dirigentes partidários deve ocorrer entre quarta-feira ou quinta-feira da próxima semana. No entanto, nem o local e nem o horário ainda foram definidos.
O presidente regional do PMN, empresário Máximo Brasil, um dos apoiadores logísticos da campanha vitoriosa, disse que recebeu ligação da secretária do governador eleito convidando-o para reunião juntamente com os demais dirigentes.
“A reunião deve ocorrer no dia 10 ou 11”, informou Máximo Brasil, que foi candidato a deputado estadual na chapa proporcional que ajudou a eleger Reinaldo governador no segundo turno das eleições.
Além dele, devem participar do encontro os dirigentes do DEM, PSD, SD e PPS.
Esses partidos foram fundamentais para que o projeto de Reinaldo desse certo, tanto em relação ao tempo na propaganda eleitoral de rádio e televisão quanto no dia a dia da campanha à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB).
Antes do encontro com os partidos, Reinaldo tem tratado de assuntos políticos relacionados à eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e as mudanças estruturais que pretende fazer em sue governo.
Nessa direção, o líder tucano já se reuniu com deputados estaduais e federais, com quem pretende estabelecer uma parceria visando a governabilidade administrativa do Estado a partir de janeiro do ano que vem.
Além da Assembleia, Reinaldo também já se reuniu com os outros Poderes, com garante manter uma boa relação institucional.
BASE ELEITORAL
Para analistas, além de discutir assuntos relacionados à composição de seu governo, que terá início em janeiro, Reinaldo dará início a uma investida visando montar a sua base eleitoral, tanto na Capital quanto no interior do Estado.
A ideia do alto tucanato, segundo interlocutores, é minar as bases eleitorais de seus adversários, principalmente do governador André Puccinelli que, derrotado em dois pleitos consecutivos, começa a se movimentar no sentido de assegurar a presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
André não vê outra saída após perder as eleições para prefeito de Campo de Campo Grande e agora para o governo do Estado, quando não conseguiu fazer o seu sucessor, já que seus dois candidatos – Delcídio do Amaral (PT) e Nelsinho Trad (PMDB) ficaram pelo meio do caminho.
Enquanto o governador tenta amenizar o prejuízo político sofrido, Reinaldo busca atrair o apoio de novas lideranças políticas em Mato Grosso do Sul visando consolidar o papel de maior líder político do Estado na atualidade.