Após três anos do vendaval que destruiu Três Lagoas, em 27 de setembro de 2010, o município ainda não recebeu parte do repasse vindo de recursos federais. Na época, o Ministério da Integração Nacional, Secretaria Nacional de Defesa Civil empenharam o valor de R$1.642.594,74 (Um milhão, seiscentos e quarenta e dois mil, quinhentos e noventa e quatro reais e setenta e quatro centavos), para recuperação e reconstrução da cidade, conforme estipulado pelo Plano de Trabalho.
Esse repasse foi divido em três parcelas, a 1ª parcela foi liberada em 2 de agosto de 2011, onze meses após o vendaval, no valor de R$ 666.639,41. As demais parcelas a serem liberadas, nos valores de R$ 518.869,97 e R$ 457.085,36, respectivamente ainda não foram repassadas.
De acordo com ofício expedido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, a segunda parcela do repasse ainda não teria sido paga, pois, a Prefeitura Municipal de Três Lagoas ainda não havia enviado alguns documentos necessários, sendo eles: relatório de progresso, relatório fotográfico, ato formal de designação dos fiscais e documentos de fiscalização de obras.
Repasse
Procurado pela reportagem do Hojemais, o secretário de governo Walmir Arantes afirmou que um dia após o desastre (28 de setembro de 2010), a prefeitura enviou um relatório ao Ministério de Integração Nacional.
“Nós recebemos um repasse no valor de R$ 666.639,41, com esse valor nós abrimos duas licitações, a primeira para reconstrução do poliesportivo, no valor de R$ 280. 180, 93 e a segunda de R$ 375. 946,48 para o ginásio. A prefeitura ainda tirou mais de um milhão de reais dos cofres públicos para limpeza das ruas e reconstrução da cidade”, afirmou.
Ainda segundo o secretário a prefeitura acredita que as duas parcelas restantes não serão repassadas ao município. “Como já se passaram três anos, muitas residências já foram reconstruídas pelos proprietários, que não poderiam esperar o repasse ser pago; algumas casas foram vendidas. Por conta disso a prefeitura não tem como enviar os relatórios com os objetos modificados, já que o Ministério não aceita. A cidade já foi reconstruída; por isso nós acreditamos que essas duas últimas parcelas não serão pagas”, finalizou Arantes.