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Simone acusa partidos políticos de “usarem” as mulheres nas eleições

A vice-governadora adverte que esse tipo de comportamento precisa mudar, observando que atualmente existem apenas 10% de mulheres no Legislativo sul-mato-grossense e nas prefeituras

Da Redação
26/05/14 às 21h23
Vice-governadora observa que apenas 10% das vagas são ocupadas pelas mulheres (Divulgação)

Em recente entrevista, a vice-governadora e pré-candidata ao Senado Simone Tebet (PMDB) reclamou que a mulher ainda encontra grande dificuldade para participar de forma direta das eleições. Segundo ela, na hora de preencher os 30% das vagas que a Lei determina sejam destinadas a elas, os partidos escolhem por escolher, sem dar o devido suporte, inclusive financeiro, para que a candidata possa disputar em condições de igualdade com os homens o seu espaço na Câmara de Vereadores, na Assembleia Legislativa ou nos cargos majoritários.

A vice-governadora adverte que esse tipo de comportamento precisa mudar, observando que atualmente existem apenas 10% de mulheres no Legislativo sul-mato-grossense e nas prefeituras.

Ela avalia que não seria necessária a equiparação no quadro de políticos no que se refere ao sexo, por entender que às vezes as mulheres querem ocupar seu espaço de outra forma, mas que 30% de mulheres no poder já seria um número razoável.

Para ela, se tivesse no Congresso Nacional, nas prefeituras, nas Câmaras de Vereadores 70% de homens e 30% de mulheres, já se teria outra realidade no País e, consequentemente, no Estado de Mato Grosso do Sul.

LARANJA DE SAIA

Em março, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lançou feira uma campanha para incentivar a participação das mulheres na política. Na ocasião, o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, disse que os partidos que não cumprirem a meta da quantidade mínima de candidatas nas campanhas vão ser punidos. “Nós não podemos ficar na ótica de que temos um Brasil do faz de conta. O Brasil é republicano e, a partir do momento em que os partidos políticos não observam o que previsto na legislação, cabe ao Ministério Público interferir e representar contra o partido político”, ressaltou. Segundo ele, na prática, para cumprir a exigência da lei, muitas legendas apenas inscrevem mulheres-laranja nas chapas e não investem de fato nas campanhas delas.

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