Dentre as muitas atribuições da recém-criada Secretaria Municipal de Governo da prefeitura de Três Lagoas está a responsabilidade de auxiliar a Secretaria de Planejamento na captação de recursos para a implantação de asfalto e drenagem, considerados pelo titular da pasta, Walmir Arantes, as principais anomalias existentes em Três Lagoas. Nesse sentido, ele explicou que a meta é viabilizar R$ 80 milhões de reais junto ao Governo Federal, o que resolveria 70% dos problemas. Para tanto, a prefeitura cadastrou vários projetos no Siconv (Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal) que contemplarão as quatro grandes bacias do município, na região do Córrego da Onça, da Chácara Imperial, da Vila Haro e da Vila Nova, beneficiando também todos os bairros adjacentes. O prazo para registro dos projetos se encerrou na sexta-feira (5), conforme havia sido anunciado pela presidente Dilma Rousseff durante encontro nacional de prefeitos - em janeiro - quando anunciou um pacote de bondades no valor de R$ 66,8 bilhões para os municípios. Os recursos serão financiados ao município por meio do PAC 2.
PRIORIDADES
Os projetos elaborados pela prefeitura vão ao encontro do que representa a maioria das petições apresentadas pelos vereadores junto à prefeitura. De acordo com Arantes, 80% das indicações e requerimentos dos parlamentares são relacionadas ao setor de obras, com destaque para limpeza de terrenos, drenagem e asfalto - o que inclui pavimentação de vias e operação tapa-buraco.
A partir da criação da Secretaria de Governo - que corresponde a uma Casa Civil do Governo do Estado dentro de Três Lagoas - Arantes assumiu a incumbência de estabelecer um relacionamento político com o Legislativo, “sempre com o controle da prefeita Márcia Moura”, esclarece. Segundo ele, a sua função é ouvir, levar as reivindicações dos vereadores à prefeita, atendendo no que é possível e explicando aquilo que não se pode atender, dentro de uma justificativa plausível. “O objetivo é não deixar o Legislativo sem a resposta de seus pleitos”, esclarece. Arantes explicou que a proposta da prefeita é fazer a fila andar. Assim, ele representa também o elo entre a prefeita e o secretariado. “Ela tem muitas atividades diárias e às vezes não tem tempo para atender os secretários em suas necessidades”. Nesse caso, ele ouve o titular de cada pasta, vai até a prefeita e retorna com o feedback - se é possível ou não atender.