De acordo com informações à imprensa oficial do município, no que tange o cenário econômico da cidade, o diretor de Indústria e Comércio da Prefeitura de Três Lagoas, Diógenes Marques diz que o número de investimentos recebidos ao longo dos anos deixa a cidade em “estado de atenção”, mas não de quebra.
“Para uma cidade que recebeu mais de R$ 24 bilhões de investimentos, em 14 anos, não serão R$ 3 bilhões que vão quebrar a economia do município. É impactante, é lógico, mas isso não representa 10% do que já foi investido. A Petrobras tem uma grande parcela que prejudicou, mas não quebrou a cidade. A cadeia de serviços foi somente impactada”, disse Diógenes.
Ele entende que houve um abalo sísmico no comercial, que de fato é grande e está prejudicando, mas o município está fazendo a sua parte em continuar no processo de desenvolvimento. Com isso, disse acreditar que a cidade continuará com a sua dinâmica territorial. O especialista e doutorando em Geografia Econômica pela UFGD e autor do livro “Domínios Industriais”, Cristóvão Henrique Ribeiro, também considera natural que Três Lagoas enfrente picos industriais, uma vez que o município recebeu a instalação de construção de duas fábricas de papel e celulose, siderúrgica e por último a de fertilizantes.
Com isso, haverá momentos em que os números de admissões e demissões serão altos. Cristóvão Ribeiro complementou que esta paralisação provocou o efeito cadeia em outros setores da economia e lugares do país, entretanto, Três Lagoas possui outros ramos diversos de economia. “O problema da Petrobras é que abalou a conjuntura econômica brasileira e não somente de Três Lagoas que vinha numa ascensão industrial nos últimos 14 anos.
Não vamos associar a industrialização somente com esta construção da UFN3, pois é banal, porque ainda temos outros setores da indústria que envolvem calçados, têxtil, químicos e outros”, explicou. O especialista salientou que os empresários do município precisam estar atentos neste momento e buscar novas estratégias em torno desse abalo econômico. “O comércio de Três Lagoas não deve ficar refém de uma só empresa, pois há um conjunto de outros setores e deve-se focar nisso.
O comércio local não pode cair na armadilha midiática; ter problema significa procurar novas estratégias para sedimentar-se e fortalecer o comércio regionalmente, no objetivo de projetar-se para fora. É potencializar para demandas de outros municípios envolvidos e não só de uma empresa estatal e sim de outras indústrias”, finaliza. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura)