Em entrevista após o lançamento da pedra fundamental da segunda fábrica de celulose da Eldorado Brasil, ao reconhecer que as florestas de eucalipto serão a “salvação da lavoura” para a cidade e Estado, a senadora Simone Tebet (PMDB) previu que Três Lagoas ajudará o Brasil a sair da crise. Isto, com base nos investimentos de aproximadamente R$ 16 bilhões que o município receberá nos próximos anos, com a ampliação das fábricas de celulose Eldorado e Fibria e também da Cargill Agrícola.
“Com todos os problemas que a cidade enfrenta o três-lagoense não vai poder reclamar da falta de emprego”, disse, observando que nos próximos anos deverão ser gerados no município cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos. Serão trabalhadores e investimentos vindos de todo o Brasil, que contribuirão para o fortalecimento do município. “Tenho que trabalhar ainda muito por Três Lagoas para devolver tudo que tenho recebido desta terra”, disse, afirmando que nestes seis meses que está no Senado tem trabalhado com afinco para que a partir do segundo semestre comece a ajudar Três Lagoas e Mato Grosso do Sul.
CASAS DA NOB
Pela manhã, durante o desfile cívico militar em homenagem ao centenário, Simone deixou o palanque de autoridades para ouvir um grupo de moradores das casas da NOB (Noroeste do Brasil) e conter uma possível manifestação que o grupo ensaiava. Ela garantiu aos moradores que estão pagando os carnês em dia e que não construíram irregularmente, que não perderão os imóveis, já que a tendência é a União repassá-los a eles. Explicou, porém, que isso ainda pode demorar até dois anos.
Quanto aos demais, que estão inadimplentes e desobedeceram a determinação de não construir, disse que vai tentar solucionar. “Mas não é um processo simples”, disse, salientando que só poderão ter direito à propriedade depois que a área for devidamente loteada, de acordo com o plano diretor processo que, segundo ela, terá um alto custo. Para se ter uma ideia, a elaboração de projeto nesse sentido deverá custar mais de R$ 1 milhão.
Por fim ele disse que pretende estar de volta a Três Lagoas nos próximos dez dias para o lançamento da pedra fundamental do Hospital Regional, já que ela teve participação fundamental na liberação dos recursos do BNDES para a execução da obra.