A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) mostrou-se preocupada com as obras paralisadas pela Petrobras após as denúncias de corrupção investigadas pela operação Lava Jato.
Nesta quinta-feira (30), ela lembrou que há exatos 30 dias esteve com o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) na sede da estatal no Rio de Janeiro, onde se reuniu com diretores para tratar do problema. Ela deu o exemplo de Três Lagoas (MS), cidade da qual foi prefeita, que está para receber uma grande fábrica de fertilizantes.
Apesar de já estar perto da conclusão, o trabalho foi interrompido, causando prejuízo não só à economia local, mas ao país. A parlamentar lembrou que o Brasil importa quase todo o fertilizante usado na agricultura, e a nova unidade industrial da Petrobras em Três Lagoas diminuiria em 50% a dependência brasileira de cartéis internacionais que hoje vendem os fertilizantes num preço dolarizado.
— Essa fábrica de fertilizantes, até novembro passado, estava com índice de 80% de conclusão. E aí, de um dia para o outro, interrompem-se os trabalhos: 5 mil trabalhadores demitidos, R$36 milhões deixados de crédito na praça do município de Três Lagoas e região. Essa obra paralisada vai causar um custo para o Brasil incalculável — lamentou.
Em aparte, o senado Waldemir Moka lembrou não se tratar de uma fábrica comum, mas de uma unidade industrial comcapacidade de produção de 1,25 milhão de toneladas.
— No início, vai produzir ureia; depois, amônia. Na sequência, nitrogênio, e até agregando o potássio. Quer dizer, vamos sair de uma dependência, porque o Brasil só produz 25% das suas necessidades — ressaltou.
A senadora Simone Tebet aproveitou para fazer um apelo ao presidente da Petrobras, Aldemir Bendine. Ela disse que ele não pode se esquecer de que, acima do aspecto econômico, está a importância social da companhia, que traz "um sopro de ânimo" à população local onde quer que se instale.