Com o rompimento do PT com a base da prefeita Márcia Moura (PMDB), os vereadores do partido deverão atuar de forma antagônica na Câmara de Três Lagoas. Gilmar Tosta disse que será independente, enquanto que Idevaldo Claudino disse que agora, mais do que nunca, será oposição declaradíssima.
Ele disse decisão do diretório fortalecerá os seus atos na Câmara. “Não compactuo com essa administração”, disparou o vereador. Entre outros motivos, segundo ele, pela questão da merenda escolar, problemas em postos de saúde e UPA 24 Horas e asfalto.
Para ele, o PT não perde nada ao sair da base e entregar os cargos na Sejuvel, uma vez que ela nunca pertenceu ao partido, mas ao senador Delcídio. “A executiva e o diretório nunca tiveram influência nenhuma [na secretaria]”, disse, observando que o orçamento da pasta é de mais de R$ 6 milhões. Idevaldo ainda observou que agora o partido terá mais liberdade para lançar candidato a prefeito com tranquilidade em 2016 montando uma frente contra a atual administração, lembrando que seu nome está à disposição.
IDEPENDENTE
Acatando a decisão do partido sem questionar, o vereador Gilmar disse que a partir de agora será independente. Segundo ele, foi aprovada a proposta para o partido deixar a base, mas não a de se tornar oposição, o que lhe faculta do direito de ser independente. “A menos que o partido feche questão em torno de algum assunto, votarei com a minha consciência”, disse. Ao contrário do que se comenta, ele garante que não possui nenhum cargo na prefeitura, mas que as indicações, na Sejuvel, são do PT, incluindo o secretário, os diretores, um assessor do secretário e outros cargos de menor relevância.
Gimar disse que colocará externando seus pensamentos na tribuna da Casa e que em toda sessão vai abordar um tópico sobre a administração municipal. Frisou também que a sua amizade com os vereadores do PMDB e com a prefeita Márcia Moura continua.