Após quase quatro décadas como a força motriz por trás da Vogue, Anna Wintour está deixando o cargo de editora-chefe da prestigiada revista de moda.
Em uma reunião interna nesta quinta-feira, dia 26, a empresa de comunicação Condé Nast confirmou à CNN a decisão da britânica, marcando o fim de uma era.
Apesar de sua saída, Wintour continuará a desempenhar um papel significativo como diretora global de conteúdo da editora, e manterá também sua posição como diretora editorial global da Vogue.
Wintour iniciou sua trajetória na Vogue em 1988, substituindo Grace Mirabella. Sua primeira grande movimentação incluiu a escolha de Michaela Bercu, uma modelo israelense, na capa de novembro daquele ano, usando um jeans stonewashed — a estreia desse estilo na capa da publicação.
Em 1992, ela quebrou paradigmas ao apresentar Richard Gere na capa ao lado de Cindy Crawford, desafiando uma tradição centenária da revista.
Desde 2020, Wintour também atua como diretora de conteúdo da Condé Nast, supervisionando globalmente marcas como Vanity Fair, Wired, GQ, entre outras.
Sua transição não significa aposentadoria, mas sim uma parte de uma reestruturação maior dentro da empresa.
Além de seu papel na Vogue, Wintour é reconhecida como a organizadora do Met Gala, um dos eventos de moda mais renomados do mundo.
Após o famoso tapete vermelho, ela orquestra a disposição dos convidados durante o jantar de gala.
O estilo pessoal de Wintour, sempre autêntico, inclui óculos escuros icônicos e seu famoso corte de cabelo loiro.
Ela também inspirou a personagem Miranda Priestly no filme "O Diabo Veste Prada", interpretada por Meryl Streep.
Em um curioso caso de vida imitando a arte, em setembro de 2022, Wintour foi colocada ao lado de Anne Hathaway em um desfile em Nova York.
Hathaway usava um visual que lembrava sua personagem Andrea Sachs, a assistente de Miranda no longa.
Com informações: CNN Brasil.