Ciência e Tecnologia

Estudantes criam esteira inteligente que detecta cores

Projeto desenvolvido entre as engenharias de produção e elétrica emprega conceitos da Indústria 4.0

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba 
10/04/19 às 19h06
Na sequência: os docentes Priscilla Aparecida Vieira de Moraes e Breno Moreira de Oliveira, e o técnico William Jamariqueli (Foto: Manu Zambon)

O conceito da Indústria 4.0 dá um novo significado à forma de produção. Reúne o uso de novas tecnologias no processo de fabricar e gerir o negócio. Dentro dessa perspectiva da 4ª revolução industrial, estudantes de Araçatuba (SP) criaram uma esteira inteligente capaz de detectar cores e separar produtos.

O protótipo foi criado por uma turma de universitários do curso de engenharia de produção, do UniToledo (Centro Universitário Toledo), sob a orientação da docente Priscilla Aparecida Vieira de Moraes, com participação do professor Breno Moreira de Oliveira, da engenharia elétrica, e do técnico de laboratório William Jamariqueli.

De acordo com Priscilla, o projeto começou a ser desenvolvido no segundo semestre de 2018, com o objetivo de resolver uma problemática que pode acontecer em indústrias, que é o acúmulo de produtos prontos na esteira. “Os alunos tinham que achar uma forma de separar os produtos”, destaca a docente.

Após Oliveira constatar a viabilidade do trabalho, o técnico do laboratório desenvolveu o protótipo da esteira, utilizando a impressora 3D. Sobre a sua funcionalidade, Jamariqueli explica que o equipamento possui um motor, que faz com que a esteira movimente o objetivo sobre ela. Pelo percurso, ele é direcionado até um sensor de cor (TC 320), que vai fazer a leitura. 

Depois que o tom é identificado, a amostra cai em uma outra estrutura, que é chamada de braço, e é sirecionada para o lado designado a receber o objeto. A esteira projetada lê três cores: azul, vermelho e verde. Mas tem a capacidade de ler mais tons. O sensor também pode, além de distinguir cores, contar quantas amostras passaram pela esteira.

“A automação veio para a indústria ganhar produtividade, substitui a mão de obra humana pela máquina. Isso não é uma novidade. A Indústria 4.0 que a gente quer é envolver, além da parte mecânica, o conceito de inteligência artificial”, diz Oliveira.

Utilidade

“Não tem uma tecnologia nova na esteira. O que é novo é o processo, de modo geral. Tem várias esteiras que selecionam o material. O que a gente tem de inovação é que o aluno pode projetar as peças. Se você entende como a esteira foi construída, você vai ter muito mais sucesso na hora de gerir e na manutenção”, complementa o professor.   

Modelo semelhante à esteira desenvolvida pelos alunos pode ser usada em vários tipos de indústria de eletrodoméstico, metalmecânica e até fábrica de calçados, informa Priscilla. Esse recurso na indústria calçadista já é comum, destaca Oliveira. Porém, a intenção era justamente replicar esse sistema de uma forma menor, para que o aluno consiga projetar as próprias peças.

“Queremos otimizar. Para a engenharia elétrica, a ideia é resolver o problema técnico, mas para a parte gerencial conseguimos casar as duas coisas; usar os dados que estão vindo da robótica e deixar isso entrelaçado com o nosso sistema de gestão”, complementa Moreira. Esse mecanismo tem como informar o administrador e ajudar efetivamente no planejamento, tornar o relatório do gestor mais interessante.

O projeto não para por aí. O docente explica que o próximo passo é expandir e montar uma miniplanta completa, com outros aparatos, para simular uma indústria com setores interligados. Esse processo também envolveria alguns parceiros, para que eles tragam seus problemas para os alunos e o projeto seja formatado em cima da demanda.

Projeto teve o envolvimento de alunos do curso de engenharia de produção; desenvolvimento contou também com a engenharia elétrica (Foto: Manu Zambon)
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