Ciência e Tecnologia

Guerra híbrida

"Esse tipo de conflito consiste em ações que usam a internet para exploração de setores vulneráveis de uma nação, como sua economia, as condições sociais de seu povo (...)"

Cássio Betine*
27/02/22 às 13h44

Talvez já tenha ouvido falar na guerra do Golfo, a qual foi uma espécie de espetáculo midiático global, pois foi a primeira guerra transmitida ao vivo pela televisão. Em 1991, a internet não era popularizada, servia apenas para fins militares (que se saiba) e também não haviam smartphones – talvez poucos celulares analógicos.

A novidade naquele momento eram os noticiários ao vivo, viabilizados por um satélite colocado em local estratégico em órbita estacionária que retransmitia o sinal das estações de transmissão do solo. Os acontecimentos eram comunicados em tempo real.

As pessoas puderam ver o poderio do armamento de alta tecnologia utilizado pelos EUA; misseis teleguiados, helicópteros super potentes, miras laser, roupas especiais, enfim, um arsenal tecnológico.

Agora o que acontece entre Ucrânia e Rússia é a chamada guerra hibrida.

Esse tipo de conflito consiste em ações que usam a internet para exploração de setores vulneráveis de uma nação, como sua economia, as condições sociais de seu povo, a inteligência militar, os sistemas e modelos políticos e governamentais, além é claro, do uso de armas letais.

Antes mesmo da invasão física, a Ucrânia já vinha sofrendo vários ciberataques que tinham como alvo principal bancos e sites do governo e do parlamento. Nos bancos, corromperam sistemas bloqueando transações entre as pessoas para desestabilizar a economia e promover caos social. Na esfera governamental, o roubo de informações vitais e invasão de dados administrativos sensíveis, colaboraram para espionagem e promoveram forte impacto moral nas instituições e minaram suas estratégias de defesa.

Nas mídias sociais, o lançamento em massa de tuítes para confundir posições dos cidadãos e o uso de mecanismos como insurgência, migração ou uso de fakes news e desinformação, também são considerados fortes mecanismos dessas estratégias de combate não tradicionais, nas quais a propaganda e a provocação têm papel fundamental.

Portanto, pode-se considerar como uma guerra de narrativas também. E isso é uma consequência direta da capilaridade e consequente popularidade que a internet, seus sistemas inteligentes e seus milhares de aplicativos, promovem nesse mundo conectado.

E isso parece ser apenas o começo!

Foto: Arquivo pessoal

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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