Ciência e Tecnologia

Plantas inteligentes 

"Na visão de alguns futurólogos, em breve será possível controlar o comportamento dessas plantas por meio de códigos de inteligência inseridos em seu DNA"

Cássio Betine*
10/07/22 às 15h29
Foto: Piotr-Wojnowshi /Pexels

Enquanto vivemos nosso cotidiano, enfrentando os problemas, comemorando nossas conquistas e vitórias, em algum canto do mundo há cientistas, engenheiros e nerds aficionados por tecnologia, pesquisando e desenvolvendo coisas que mudarão o mundo como o vemos agora.

E uma dessas coisas se chama CRISPR. É possível que não tenha ouvido falar, mas isso já está fazendo coisas intrigantes acontecerem pelo mundo a fora. CRISPR é o acrônimo de Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats, ou Conjunto de Repetições Palindrômicas Curtas Regularmente Interespaçadas. Parece um palavrão, mas vamos em frente...

O CRISPR é uma inovadora ferramenta de edição de DNA, que pode ser considerada revolucionária para o tratamento de doenças e sua utilização permite a manipulação de genes com elevada precisão, rapidez e menor custo.

Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna são as cientistas responsáveis por essa descoberta que garantiu à dupla o recebimento do prêmio Nobel de Química em 2020. Em resumo, e de forma bem simplista, elas conseguiram interferir no DNA dos animais, plantas e microrganismos, a ponto de poder editar seu material genético, impactando diretamente na saúde, tempo de vida e outras características inimagináveis do organismo.

Esse tipo de “terapia” é um código aberto e já está disponível para quem quiser utilizá-la. Algo como comprar kits pela internet mesmo. E isso já beneficiou muitos agricultores aplicando a técnica em suas plantações para resistirem a pragas e secas. Até mesmo donos de pequenos viveiros estão fazendo experiências com as plantas que cultivam em suas estufas, transformando-as esteticamente, por exemplo.

Como eticamente é menos complexo utilizar essa interferência genética em plantas, muitos experimentos estão avançando rapidamente nessa área.

Na visão de alguns futurólogos, em breve será possível controlar o comportamento dessas plantas por meio de códigos de inteligência inseridos em seu DNA, permitindo, por exemplo, que elas mudem de posição, abram ou fechem suas pétalas ou folhas, mudem de cor e até mesmo produzam luz naturalmente de acordo com o ambiente.

Os cientistas imaginam que essas plantas geneticamente aperfeiçoadas poderão até substituir objetos, móveis e paredes, pois são organismos moldáveis e adaptáveis facilmente a todo tipo de ambiente.

Imagine só você poder comprar uma semente de uma raiz que possa virar uma poltrona quando adulta? Isso não é devaneio, já está acontecendo.

 

Arquivo pessoal

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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