O estudo sobre a segurança hídrica do ribeirão Baguaçu, principal manancial que abastece Araçatuba (SP), aponta que para repor a cobertura vegetal suprimida de toda sua extensão, que vai da nascente em Bilac até a foz no rio Tietê, em Araçatuba, será necessário o plantio de quase quatro milhões de mudas de árvores.
De acordo com o levantamento, feito pela Brava Engenharia e Instituto Democracia e Sustentabilidade, a pedido da GS Inima Samar, responsável pelo abastecimento da cidade, restam apenas 4% da vegetação nativa no território de mais de 50 mil hectares em que está inserida a sub-bacia hidrográfica do Baguaçu.
Ainda de acordo com o estudo, 75% das APPs (Áreas de Proteção Ambiental) onde estão o ribeirão Baguaçu e seus afluentes estão degradadas. Além disso, houve redução de 18% no volume de chuva em 2020, se comparada à média histórica registrada desde 1984, em contrapartida ao aumento na demanda por disponibilidade de água.
Apresentação
A apresentação do estudo “Segurança Hídrica no Ribeirão Baguaçu em Araçatuba” será feita oficialmente no auditório da Secretaria Municipal de Educação de Araçatuba, no edifício Siran, no Centro, a partir das 9h.
O objetivo do levantamento é nortear ações que evitem maior comprometimento do manancial, que é responsável pelo abastecimento de água de 50% dos 199 mil moradores de Araçatuba. Além disso, em seu trajeto o Baguaçu é utilizado pela agricultura e indústrias da região.
Debate
A apresentação será feita pelo coordenador de pesquisas do Instituto Democracia e Sustentabilidade, Guilherme Checco. Em seguida, será realizado um debate mediado pelo diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da GS Inima Brasil, Roberto Muniz. A empresa é controladora da GS Inima Samar.
Foram convidados a participar do debate o prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB); o diretor da ANA (Agência Nacional de Água e Saneamento Básico), Vitor Sabak; e o diretor de Recursos Hídricos do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), Luís Otávio Manfré, que também é secretário executivo do Comitê de Bacias Hidrográficas do Baixo Tietê.
Também participam o presidente do Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste), Thomas Rocco; o comissário-geral da Agência Reguladora e Fiscalizadora Daea, Márcio Saito; e o diretor técnico da GS Inima Samar, Eduardo Caldeira.
