A CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante) da Santa Casa de Araçatuba (SP) recebeu nesta quarta-feira (19), 21 mantas térmicas para serem utilizadas no ajuste da temperatura corporal de pacientes em investigação de morte encefálica.
A doação foi feita pela BPW - Associação de Profissionais e Mulheres de Negócios - e adquiridas com a renda obtida com as inscrições para a Caminhada "Doar um ato de Amor" . A ação aconteceu em 25 de setembro para conscientização em relação à doação de órgãos e tecidos.
Ela fez parte das atividades Setembro Verde, mês definido pelo Ministério da Saúde para divulgações sobre a importância da doação de órgãos.
Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a entrega foi feita pelas empresárias Taísa Chagas Lemos Saad e Vera Regina Sauma Maluly, ao médico coordenador da comissão, Rafael Saad, e ao conselheiro da Santa Casa, Juliano Tonon.
Organização
A BPW é uma organização não governamental sem fins lucrativos que desenvolve projetos educativos voltados à comunidade. Taísa, que coordena a Comissão de Saúde da BPW na cidade, contou à assessoria de imprensa que esta foi a quarta edição do projeto Doando Vidas, que foi iniciado em 2018.
De acordo com ela, o objetivo é conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, sangue e leite materno. Já a empresária Vera Sauma Maluly definiu a ação como um ato cívico por uma causa muito nobre.
De acordo com elas, a caminhada arrecadou R$ 2.200,00 com as inscrições e todo o dinheiro foi revertido para os trabalhos realizados pela CIHDOTT, que atua na Santa Casa de Araçatuba desde 2015.
Comissão
A comissão intra-hospitalar é formada por equipe multiprofissional, com a finalidade de organizar, no âmbito da instituição, rotinas e protocolos que possibilitem o processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes. Neste ano já foram realizadas 10 captações de órgãos na Santa Casa de Araçatuba.
Segundo o que foi informado, a coordenação da comissão definiu a compra das mantas térmicas como prioridade. O médico Rafael Saad explicou que a temperatura do corpo é controlada pelo cérebro e pacientes em quadro de morte encefálica têm descontrole da temperatura.
“Para realizar os exames do protocolo de investigação de morte encefálica é necessário que a temperatura corporal esteja acima de 35 graus e as mantas térmicas possibilitam o ajuste da temperatura”, informa.
De acordo com o que foi divulgado, as mantas adquiridas serão suficientes para a demanda de um ano e representam muito para o hospital, que tem limitação de recursos.
