O Serviço de Fisioterapia da Santa Casa de Araçatuba (SP), que contava com 21 fisioterapeutas para atender as demandas hospitalares até início de março de 2020, hoje conta com 34 profissionais, crescimento de 61,90%. 13 de outubro foi o Dia Nacional do Fisioterapeuta.
Segundo a assessoria de imprensa do hospital, esse aumento é atribuído à pandemia do coronavírus, que nas três piores ondas teve nesses profissionais aliados imprescindíveis das equipes multidisciplinares para atuara nos leitos de isolamento e na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Respiratória, nas alas criadas exclusivamente para atender infectados pela covid-19.
E a coordenação do Serviço e a administração da Santa Casa são unânimes em apontar a pandemia como fator preponderante para o aumento de postos de trabalho e principalmente para a valorização do profissional especializado na assistência e recuperação das funções respiratória e motora de pacientes graves ou que enfrentam longos períodos de internação.
A fisioterapeuta Amanda Caroline Munari Chaves, responsável técnica pelo Serviço de Fisioterapia da Santa Casa de Araçatuba, explica que a pandemia foi um marco muito grande para o crescimento da profissão e valorização dos profissionais.
“Foi um momento em que os profissionais se mantiveram ainda mais engajados naquilo que se propuserem realizar”, afirma, acrescentando que esses profissionais ofereceram o melhor de si, o que favoreceu as taxas de melhora dos pacientes.
Importância
Segundo Amanda, a equipe de fisioterapia é imprescindível a todos os setores de atendimento, da Santa Casa, que é referência regional para 28 especialidades de alta complexidade. Essa necessidade ocorre da admissão à alta; à urgência e emergência; nas intercorrências à conquista do paciente estar respirando naturalmente ou andando novamente, de acordo com a responsável técnica.
Entre os 330 leitos da Santa Casa de Araçatuba, os setores que mais demandam a atuação das fisioterapeutas são as UTIs Adultos e as UTIs Neonatais. “É o trabalho para o restaurar vidas, reabilitar e aprender a respirar novamente”, argumenta Amanda.
Ela comenta que no caso das UTIs Pediátrica e Neonatais, a maioria dos pacientes é bebê prematuro, muitos com pesos inferiores a um quilo. “Eles estão no primeiro respirar e necessitam de atendimento diário para evolução de desmame ventilatório, ajustes de ventilação e estímulo neuromotor precoce, após longos períodos de internação”, explica.
Adultos
Já dentre os pacientes adultos, a fisioterapia é imprescindível para mobilização precoce, que ajuda na recuperação das funções, prevenção de complicações e redução do tempo de internação.
Nas UTIs Geral Adultos e na UTI Coronariana, as profissionais atuam em ajustes de parâmetros de ventilação mecânica, mobilização e acompanhamento para readquirirem os movimentos e para auxiliá-los a sair do leito. "Ou seja, o fisioterapeuta atua na reintegração às suas atividades, de forma mais independente possível”, comenta.
Administração
O administrador da Santa Casa, Luiz Otávio Barbosa Vianna, comenta que os cuidados oferecidos pelos fisioterapeutas facilitam e antecipam a alta hospitalar, pois sem a assistência respiratória e motora por parte da fisioterapia, o paciente precisaria de mais tempo de internação. “Esses profissionais, portanto, contribuem muito para recuperação do paciente e para o giro do leito do hospital”, afirma.
Para ele, o desempenho desses profissionais na pandemia consolidou a importância da fisioterapia no ambiente hospitalar. “Se antes esses profissionais não eram tão reconhecidos, a partir da pandemia da covid-19, ficou muito evidente para todos a importância do trabalho do fisioterapeuta em um hospital”, declara.
