Justiça

Advogado apresenta atestado de dentista e julgamento do 'Caíque do Água Branca' é adiado

Denunciado por tripla tentativa de homicídio, ele seria julgado nesta quarta-feira; Júri foi redesignado para 25 de janeiro

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
05/10/22 às 11h31

Foi adiado para o dia 25 de janeiro de 2023, o julgamento pelo Tribunal do Júri de Caíque Junio de Souza Soares, 27 anos, o "Caíque do Água Branca" , e de Alexandro Cícero Rodrigues da Silva, que estava marcado para a manhã desta quarta-feira (5) no Fórum de Justiça de Araçatuba (SP).

A decisão foi tomada pelo juiz Henrique Castilho, após um dos advogados, Jair Moura, apresentar um atestado de dentista, alegando impossibilidade do comparecimento. Diante da comunicação, o juiz que presidia o Júri decidiu pelo cancelamento do julgamento, que foi remarcado para o início do próximo ano.

Denúncia

Caíque e Alexandro foram denunciados acusados de terem ferido três pessoas com disparos de arma de fogo em 31 de agosto de 2019. O alvo deles era uma quarta vítima que jogava baralho com um grupo de pessoas em um bar, no bairro Vista Verde.

Consta na denúncia que Caíque foi visto passando de moto na frente do estabelecimento conduzindo uma moto. Minutos depois ele retornou trazendo o corréu na garupa, o qual teria sacado uma arma e passado a atirar na direção da vítima. O alvo também estava armado e revidou os disparos, vindo atingir a dupla, que deixou o local.

Na troca de tiros foram atingidos um dos homens que jogava baralho; um jovem de 17 anos que voltava para casa após comprar cigarros no estabelecimento; e uma jovem de 23 anos que fazia as sobrancelhas de uma amiga na calçada do outro lado da rua e correu para proteger a filha dela, de 3 anos.

Negou

Alexandro foi identificado ao receber atendimento médico e negou ter atirado contra as vítimas. Ele disse que não ocasião participava de uma festa numa área de lazer nas imediações e passou de moto, junto com Caíque, próximo de um bar. Na versão dele, alguém que estava no bar ou nas proximidades atirou, vindo a atingi-los.

Caíque só foi preso pela Polícia Militar em 30 de dezembro do ano passado, em um rancho no assentamento Chico Mendes. Na ocasião havia contra ele quatro mandados de prisão em aberto, dois por homicídio e dois por roubo.

A prisão foi feita por equipe do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), diante da informação que ele chefiaria o tráfico de drogas no bairro Água Branca e estaria envolvido em vários homicídios registrados no últimos anos na zona leste da cidade.

Julgamento

O Ministério Público representou pela condenação dos dois pela tripla tentativa de homicídio qualificada pelo emprego de meio que resultou perigo comum, por entender que as vítimas não morreram por não terem sido atingidas em regiões vitais e receberam pronto atendimento médico.

A Promotoria de Justiça pediu o arquivamento do procedimento que investigava os disparos de arma de fogo por parte da vítima, por considerar que nenhuma arma foi apreendida e ele teria agido em legítima defesa.

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