Justiça

Caso Protege: Justiça condena mais um réu a 87 anos de prisão

O araçatubense Régis Fred Souza foi preso no ano passado; também foi condenado por uso de documento falso, além de latrocínio consumado, 2 latrocínios tentados, incêndio agravado e explosão agravado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
17/01/22 às 18h53
Crime aconteceu em outubro de 2017 e 13 réus já foram condenados de acordo com denúncia do Ministério Público (Foto: Lázaro Jr./Arquivo)

A Justiça de Araçatuba (SP) condenou o araçatubende Régis Fred Souza a 87 anos de prisão no regime inicial fechado, por participação no mega-assalto à empresa de transporte de valores Protege, ocorrido em outubro de 2017.

A sentença contra ele só proferida agora porque o processo foi desmembrado, já que o réu utilizava nomes falsos e ficou foragido, conforme consta na sentença do juiz da 1ª Vara Criminal, Roberto Soares Leite. Também por isso o magistrado deixou de conceder a Souza o direito de recorrer em liberdade.

“É necessário manter a prisão preventiva para garantia da ordem pública, já que os crimes foram praticados com violência contra pessoas, e também a prisão preventiva é necessária para assegurar a aplicação da lei penal, haja vista a presente sentença condenatória, considerando, ainda, que o réu Régis Fred Souza utilizava nomes falsos e ficou foragido por grande período”, cita.

Em 27 de agosto de 2018, promotores de Justiça Criminais de Araçatuba ofereceram denúncia contra 18 pessoas identificadas por participação nos crimes. Desses, 15 foram denunciadas por latrocínio consumado; dois latrocínios tentados; incêndio agravado; e explosão agravado.

Na ocasião, foi oferecida denúncia em separado a três investigados por esses mesmos crimes e também por associação criminosa agravado.

Denunciado

No caso de Régis, processo estava suspenso e foi retomado após a prisão dele, em 9 de março, pela Polícia Federal em São Carlos. Nascido em Araçatuba, ele foi preso por tráfico de drogas em 1996 e após cumprir pena, mudou-se para Campinas, onde foi condenado por roubo. Ficou foragido por vários anos, chegou a morar na Bolívia e para não ser preso, fazia uso de documentos falsos.

Segundo a denúncia, no dia anterior ao assalto em Araçatuba ele estava como passageiro de um GM Kadett, acompanhado de outros dois réus no processo. O carro foi abordado pela Polícia Militar na estrada do Condomínio Novo Paredão, no distrito de Juritis, em Glicério e Régis apresentou uma carteira de identidade com a foto dele, expedida no Mato Grosso do Sul, com outro nome.

Após o assalto, a polícia descobriu que parte do grupo criminoso se hospedou em um rancho nesse condomínio e encontrou material genético dele, mas ainda não se sabia a verdadeira identidade.

Preso

Depois que o réu foi preso em São Carlos, a Polícia Federal laudo papiloscópico demonstrou que ele usava os três documentos com nomes falsos. Outro laudo apontou que foi encontrado material genético dele em perícia realizada nos mega-assaltos de Araçatuba, Ciudad del Leste, no Paraguai, e de Bauru.

Régis foi condenado no caso Protege por latrocínio consumado, dois latrocínios tentados, incêndio agravado, explosão agravado e uso de documento falso.

Com isso, sobe para 13 o número de réus condenados pela Justiça de Araçatuba de acordo com a denúncia. Outros dois réus foram absolvidos e em um caso houve a desclassificação, mas o MP recorreu.

Aguardam julgamento

Outros três réus ainda aguardam julgamento. Os processos contra Edson Vieira da Silva, Paulo César de Assis e Cléber Andrade de Oliveira, inicialmente haviam sido suspensos, com a decretação das prisões preventiva deles. 

Em junho do ano passado Cléber foi capturado na cidade de Votorantim (SP) e Paulo César constituiu defensor, mesmo continuando foragido. Assim, os processos com relação a eles foram retomados.

De acordo com a Promotoria de Justiça, os dois já prestaram depoimento em juízo, mas são aguardados documentos para encaminhá-los para sentença. O processo contra Edson é o único que continua suspenso, aguardando o cumprimento do mandado de prisão preventiva, já que ele não constituiu advogado.

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