Justiça

'Dimenor' é condenado a 18 anos de prisão por homicídio

Crime foi motivado por vingança, pois a vítima teve um relacionamento amoroso com a ex-namorada do réu

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
18/12/19 às 18h19

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 18 anos e 8 meses de prisão, o ajudante geral Júlio César Silva de Andrade, 28 anos, pelo assassinato do contador Carlos Henrique Gonçalves, 34, no bairro Vila Mendonça, em agosto de 2016.

Segundo denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por vingança, pois a vítima teve um relacionamento com a ex-namorada do réu.

Ele foi denunciado por homicídio duplamente qualificado e os jurados acataram na íntegra o pedido do promotor Adelmo Pinho, defendido durante julgamento ocorrido nesta quarta-feira (18).

O advogado de Andrade, Eder Fábio Garcia dos Santos, pediu a absolvição, por negativa de autoria e, em caso de condenação, o afastamento das qualificadoras.

A sentença foi proferida no início desta noite pelo juiz Danilo Brait, que não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Crime

Segundo a denúncia, quando adolescente, Andrade, que residia no bairro Água Branca 3, manteve relacionamento amoroso com uma jovem. Enquanto estava com essa garota, ele foi custodiado na Fundação Casa por prática de ato infracional.

No período em que estava apreendido, a jovem conheceu Gonçalves e passou a se relacionar amorosamente com ele. O réu não aceitou tal situação e, mesmo passado muitos anos, decidiu matar a vítima.

Tiros

Na madrugada de 6 de agosto de 2016, Andrade foi de moto até um bar na rua Doze de Outubro, que costumava ser frequentado por Gonçalves. Ele permaneceu sentado e de capacete sobre a moto, até a vítima chegar ao local acompanhada de um amigo.

Ao atravessar a rua para cumprimentar outro conhecido, Gonçalves foi alvo de vários disparos de arma de fogo. Ele ainda tentou correr, mas caiu na calçada do bar e voltou a ser baleado.

O réu deixou o local na contramão com a moto, mas fez o retorno na esquina, parou a moto ao lado da vítima e acionou o gatilho várias vezes, apesar de não haver mais munições na arma. Durante a ação, ele disse: “talarico morre assim”.

Prisão

Andrade fugiu, mas teve a prisão temporária decretada pela Justiça três dias depois. No mesmo dia, ele foi preso em flagrante, ao ser flagrado por policiais militares na frente da casa dele com um revólver calibre 38.

Para o Ministério Público, o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O promotor Adelmo Pinho já adiantou que não recorrerá da sentença.

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